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13/11/2013 - 09h53

Confira entrevista com o marido da mulher soterrada em Candelária

"Quando olhei para trás, ela e o pequeno tinham sumido", conta marido de Vanusa Nunes Jeggli

Foto: Bruno Pedry

As poucas horas que Paulo Jeggli, de 40 anos, dormiu nesta madrugada foram conturbadas. O agricultor despertou antes do amanhecer. Ao acordar, chegou a pensar que as cenas que tinha vivido no dia anterior faziam parte de um pesadelo. E realmente faziam. Um pesadelo real que tirou a vida da mulher com quem ele viveu nos últimos 15 anos.

O filho caçula, entre as quatro crianças do casal, segue desaparecido. Ijalan, de apenas 1 ano e 6 meses, estava junto com a mãe, Vanusa Nunes, 33 anos, em uma estufa de fumo no momento em que a estrutura soterrou os dois após parte de um morro desabar por volta do meio-dia dessa segunda-feira, 11.

VEJA AQUI A ENTREVISTA COM PAULO JEGGLI



Ainda sem saber o que vai fazer daqui para frente, o agricultor tentava na manhã desta terça-feira, 12, encontrar forças para acompanhar o velório e o enterro da esposa. A agricultora deverá ser sepultada no final da tarde de hoje no município de Lagoa Bonita do Sul, de onde ela era natural. Minutos antes da tragédia, Vanusa estava com o filho no colo embaixo da varanda ao lado da estufa de fumo. A outra filha do casal, de 13 anos, também estava junto com eles. Os outros dois, de 9 e 12 anos, estavam na casa dos tios.

Assim que percebeu que o local estava arriscado, Paulo decidiu sair com a família da propriedade. Antes disso, ele soltou a junta de bois que estava presa próxima da estufa. Em instantes, o morro começou a desabar. “Eu gritei para ela. Corre. Foge daí. Quando olhei para trás, ela e o pequeno tinham sumido”, lembra. A filha mais velha conseguiu escapar correndo. “Ela ainda passou pela mãe dela e disse que quando olhou para trás já não viu mais ela também”.

O agricultor ainda tentou voltar, mas além das pedras e troncos de árvores, a estufa foi coberta pela água do arroio. Os familiares o impediram de tentar entrar na água, que tinha forte correnteza. “Num minuto o forno estava no chão. Eu ainda perguntei ‘tu viu se a mãe conseguiu sair’. Achei que ela tinha conseguido fugir para o outro lado. Mas a água levou os dois. Eu não consigo acreditar. Mais uns passos e ela tinha se escapado, mas não escapou”.

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Vanusa Nunes Jeggli
Vanusa Nunes Jeggli





fonte: Redação Gazeta do Sul
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