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Lançamento do Anuário Brasileiro do Algodão

16/06/2010 14:28:56  |  1250 Visualizações
Foto: Editora Gazeta

O ano de 2010 deverá ficar registrado na história da cotonicultura brasileira como aquele em que se conseguiu avançar em direção a um acordo na questão envolvendo os subsídios norte-americanos aos produtores de algodão. Embora a Organização Mundial do Comércio (OMC) houvesse dado vitória ao Brasil na ação contra os Estados Unidos há alguns anos, apenas agora o processo surtiu efeitos práticos. Um deles é a promessa de que aquele país pague um fundo anual ao Brasil no valor de US$ 147,3 milhões.
A medida inclusive levantou o interesse de quatro nações africanas produtoras de algodão, que esperavam receber parte da verba repassada aos brasileiros. Ainda que não venham a receber dinheiro, eles devem ser beneficiados com iniciativas de cooperação e projetos comuns. Também devem sair ganhando com a decisão as exportações de carne suína de Santa Catarina, visto que o Estado foi reconhecido pelos norte-americanos como área livre de febre aftosa.
Mas independente das repercussões práticas que o processo vir a gerar, o cenário que se mostra para a cotonicultura nacional é positivo para a comercialização da pluma brasileira. Com qualidade superior à da safra 2008/09, mais da metade do algodão já estava vendido antes mesmo de as máquinas entrarem nas lavouras para iniciar a colheita. A demanda interna é tanta que pode significar necessidade de importar o produto para atender às indústrias, estas integrantes de outro setor que também merece destaque.
Em ritmo de expansão, inclusive com previsão de novas unidades fabris em Mato Grosso, aproximando a matéria-prima do produto final, a indústria têxtil e de confecção é grande fonte de emprego no País. Tanto  que, para 2010, a previsão é de abrir 40 mil postos de trabalho. No ranking mundial do setor, o Brasil ocupa a sexta posição e tem no mercado interno seu grande cliente. Está justamente no exterior o desafio para o segmento: buscar novos espaços para inserir a moda nacional, que hoje chega em maior parte aos Estados Unidos e aos países do Mercosul. A meta agora é conquistar consumidores, e por que não admiradores, na África e na Ásia.
Se depender dos cotonicultores brasileiros, não vai faltar fibra para avançar mundo a fora. A área destinada à cultura deve crescer no período 2010/11, gerando mais pluma e com a qualidade que é marca do produto no exterior. Em um cenário que prevê retração da oferta em outros países produtores, tudo indica que a cadeia produtiva nacional terá bons motivos para comemorar.

Postado por Mariana Henckes Frey - mariana@anuarios.com.br
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