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Um pai de cinema

16/02/2012 18:39:26  |  50 Visualizações

Uma das boas surpresas da reta final de 2011 no mercado editorial brasileiro foi o lançamento de mais um título do escritor chileno Antonio Skármeta (foto abaixo), o para sempre consagrado autor da novela O carteiro e o poeta (cujo título original, inclusive tendo sido assim lançado no Brasil, era Ardente paciência, seguindo o título original em espanhol). Este divertido e poético texto, inspirado de maneira ficcional na vida do poeta chileno Pablo Neruda, acabou sendo adaptado para o cinema, num primeiro momento sob direção do próprio Skármeta, afinal também cineasta, e posteriormente por Michael Radford, quando então ganhou evidência global, com cinco indicações para o Oscar.



Agora, Skármeta chega às livrarias brasileiras com a igualmente novela, de fôlego rápido e profundamente lírica, Um pai de cinema (capa abaixo). Vem sob o selo da Record, a sua editora no País, com tradução assinada por Luís Carlos Cabral, em 128 páginas, no charmoso formato de 12x18 cm. Já se vê de imediato que novamente o autor dialoga com o cinema, afinal uma de suas grandes paixões. Todas as resenhas a que se tem acesso na imprensa brasileira estão rendendo fartos elogios ao enredo e à segura condução narrativa de Skármeta, nada menos que um dos maiores nomes da literatura latinoamericana da atualidade, e também um dos autores do continente com a mais forte e absoluta aceitação crítica e popular na Europa.



Em Um pai de cinema, Skármeta compartilha a história de um jovem professor, chamado Jacques, que atua num povoado no interior do Chile. Seu pai, um estrangeiro, francês, acabou abandonando a ele e à sua mãe. Um dia, ao visitar a cidade vizinha para, pela primeira vez na vida, visitar um bordel, às escondidas, acaba tendo uma imensa surpresa, a partir da qual se revelará um enredo de muita poesia, humanidade e sabedoria.


É dessas leituras rápidas e inesquecíveis, como o próprio O carteiro e o poeta, como Luna caliente, como Pedro Páramo, como Caminhando na chuva, como Quase memória. Enfim, como tantos romances e tantos enredos que só mesmo quem lê poderá lembrar e compreender. Afinal, as delícias de uma grande leitura, como as delícias de um grande amor (e, em geral, qualquer leitor digno desse nome sabe que as duas coisas são realmente muito similares), só se revelam a quem está disposto a vivê-las.

Postado por Romar Rudolfo Beling - romarbeling@yahoo.com.br
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