Contra Ponto 11/10/2017 09h38

Notícias falsas

Repito, não se trata mais de boato ou fofoca. No passado, estas acabavam assim que surgia a verdade. Agora, não

Você costuma compartilhar informações, notícias, fotos e vídeos através do Facebook, WhatsApp, e-mail, Twitter, entre outros meios eletrônicos? 

Então, procure ser responsável e cauteloso. Investigue sua veracidade. Afinal, de boa fé ou não, estamos sujeitos a processos judiciais na veiculação de informações falsas. 

Por quê? Porque estamos compartilhando muita coisa em meio a um vendaval de mentiras e notícias falsas, modernamente denominadas “fake news”.

Claro que se você é do tipo “guerrilheiro virtual”, que “dispara” para todos os lados (com algum objetivo pessoal), deve estar indiferente às consequências. 

Regra geral, as notícias falsas atingem e denigrem pessoas, empresas e órgãos públicos. Às vezes em tom de ódio. Com seu advento e disseminação, as relações sociais e políticas se tornaram tensas e desagradáveis.

Então, não se trata mais de boatos ou fofocas. É algo muito mais grave, desenvolto e ampliado. Não à toa, essa prática determinou que meios de comunicação como emissoras de rádio e TV, jornais e revistas, criassem um departamento específico para checagem da veracidade dos fatos que surgem com potencial de notícias.

Estudiosos do fenômeno acreditam que as noticias falsas nascem de uma informação verdadeira, porém mal exposta ou interpretada. 

Consequentemente, distorcida passo após passo, a ponto de ser imperceptível o que é verdadeiro e o que é falso, o que é notícia e o que é rumor, o que é ação profissional e o que é ação amadora.

Não faltam exemplos acerca do poder transformador (e destrutivo) das notícias falsas. O caso mais relevante parece ter sido a recente eleição do norte-americano Donald Trump. 

Hilary Clinton, sua adversária, foi literalmente abatida pelas noticias falsas. Aliás, cuja criação é atribuída aos russos. Os russos negam e dizem se tratar de notícia falsa! Falsas ou verdadeiras, determinaram o surgimento de uma nova expressão: a pós-verdade.

Repito, não se trata mais de boato ou fofoca. No passado, estas acabavam assim que surgia a verdade. Agora, não. Tudo se transformou num imenso travesseiro de penas rasgado ao vento. 

A mentira não tem mais perna curta!