Direito à vida

22/01/2018 13:52:56
Foto: Divulgação

INFORMAÇÕES: VIRBAC

O cachorro Bolinha, de Pereira Barreto, interior de São Paulo, ganhou na Justiça o direito a viver. O animal foi diagnosticado com Leishmaniose Visceral Canina em 2016, quando o Centro de Controle de Zoonoses da cidade determinou que ele deveria ser sacrificado. Para não se afastar do pet, a família se recusou a entregar o animal e entrou na Justiça, ganhando a causa. 

“É muito comum que famílias acabem escondendo seus animais de estimação com Leishmaniose para evitar o sacrifício. Muitos tutores e até mesmo veterinários ainda desconhecem o tratamento que pode garantir a vida dos animais diagnosticados”, explica o veterinário Ricardo Cabral.

Desde o final de 2016, o laboratório francês Virbac, que atua no Brasil há 30 anos, conseguiu aprovação junto aos Ministérios da Saúde e da Agricultura para venda do único medicamento aprovado no País para tratamento da LVC.

Assim como nos seres humanos, o cão tratado não elimina completamente a Leishmania do seu organismo. Isso ocorre basicamente pela capacidade do parasita em se esconder em algumas células e tecidos dos doentes. Apesar disso, o tratamento garante uma redução significativa da quantidade de parasitas e dos sintomas, que podem ser graves.

“Isso aumenta a sobrevida e melhora significativamente e qualidade de vida dos cães infectados, além de impedir a transmissão da doença, pois o cão com baixa carga parasitária geralmente não apresenta parasitas na pele. Assim, o mosquito pica e não ingere o parasita, evitando a possibilidade de transmissão da doença”, explica o veterinário.

Por ser uma condição crônica, cães com diagnóstico de leishmaniose precisam ser reavaliados pelo resto da vida, inicialmente a cada quatro meses. A necessidade de repetir os ciclos de tratamento de 28 dias ou não, vai depender dos resultados dos exames realizados pelo médico veterinário.

Além do tratamento dos cães, outras medidas conjuntas são fundamentais para o controle da doença. A zoonose também acomete outros animais, como gatos, roedores e raposas. O combate ao flebótomo, popularmente conhecido como mosquito-palha, inseto responsável pela transmissão da doença, é a forma mais eficaz de controlar sua erradicação.

É preciso também investir em ações como manter terrenos limpos e capinados, aparar gramados, retirar matéria orgânica dos ambientes, como folhas, troncos e frutos apodrecidos, embalar e descartar o lixo corretamente.É importante sempre consultar um médico veterinário para se informar sobre a possibilidade de tratamento com o medicamento.

Postado por MICHELLE TREICHEL- michelle@gazetadosul.com.br
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