Quando as crianças estão muito quietas, desconfie

27/02/2020 10:11:29
Foto: Divulgação

Quando as crianças estão muito quietas, desconfie. Eles podem até crescer, mas a capacidade que possuem de fazer coisas improváveis cresce junto... Na noite dessa terça-feira, dia 25, o Gustavo nos pregou um susto daqueles. Ele estava assistindo TV no quarto quando veio até a sala e largou nas minhas mãos dois pedaços de papel babados. Dei um salto quando me dei conta do que se tratavam: duas pastilhas de mat inset (dessas que usamos nos aparelhos repelentes de tomada) bem mastigadas.

Costumo deixar bem longe do alcance dele, não sei como teve acesso. Com certeza deve ter sido um deslize nosso, pois nos disse que achou no chão, vai saber... Imediatamente lavamos a boca e mãos dele e já mandei mensagem para a pediatra, que nos orientou ligar para o Centro de Informação Toxicológica (CIT/RS) ou levar para o plantão pediátrico. Escolhemos levar logo para o hospital, pois ninguém dormiria mesmo em casa até termos certeza de que estava tudo bem.

Fomos muito bem atendidos no Hospital Ana Nery, onde a pediatra de plantão examinou nosso arteiro e ligou para o CIT/RS, que mantém um médico toxicologista de plantão 24 horas para atender chamados de todo o Estado. A orientação do profissional foi observação, leite morno e gelatina, já que o Gustavo não apresentava nenhuma reação diferente. O fato é que o guri não teve nem dor de barriga, mas fez os pais terem dores de estômago de nervosos (até a mana ficou agitada na barriga da mamãe).

O aprendizado depois disso? Nunca subestime seus filhos: mesmo crescidinhos eles são curiosos e não têm a mesma noção de perigo dos adultos. Aliás, nós devemos sempre estar em alerta, pois todo cuidado é pouco. Depois do susto, conversamos muito com o Gustavo sobre os perigos escondidos dentro de casa, como objetos cortantes, fogo, tomadas elétricas, medicamentos e produtos tóxicos. Acredito que ele aprendeu a lição também, pois terminar o feriadão de Carnaval no hospital certamente ficará em sua cabecinha: é dessas histórias que marcam nossas infâncias.

CIT: em caso de emergências toxicológicas, ligue para 0800 721 3000

Postado por MICHELLE TREICHEL- michelle@gazetadosul.com.br
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