Prática de overbooking configura dano moral

30/06/2016 16:20:57
Foto: Divulgação

Com a proximidade das férias começa o planejamento da tão sonhada viagem, mas a alegria pode terminar antes mesmo do embarque, por causa do overbooking: termo em inglês que significa venda de mais passagens aéreas do que o número de assentos disponíveis em um voo. Essa prática pode ser ocasionada propositadamente pela empresa, que vende ativamente o serviço para compensar consumidores faltantes, ou pode acontecer de forma acidental, dado um grande número de variáveis nas operações das reservas.

O risco de desistências de última hora ou de ter que realizar o trajeto com assentos vazios, é o risco do negócio e já está previsto e incluso no custo da passagem paga pelo consumidor. “Seja por falha de operação ou má índole, o fato é que o consumidor não pode sofrer prejuízos decorrentes dessa prática extremamente nociva. Trata-se de uma grande dor de cabeça para os passageiros, que acabam sendo impossibilitados de embarcar no avião por falta de lugar e, por muitas vezes, uma frustração ou até mesmo um trauma para toda a família”, afirma o advogado Roldão Lopes de Barros Neto.

Caso o overbooking aconteça, o passageiro pode e deve exigir seus direitos, descritos na resolução nº 141 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que, dentre outros direitos, asseguram:  garantir o embarque do passageiro em um outro voo da mesma companhia; garantir alimentação, hospedagem, comunicação e translado entre hotel e aeroporto até o momento da viagem; indenização e reembolso da passagem, caso o passageiro queira mudar de companhia aérea; se estiver viajando em família, o grupo tem direito a viajar junto e a ter as mesmas regalias/compensações.

De acordo com Roldão, não importa o motivo que ocasionou o overbooking, a responsabilidade é sempre da companhia aérea, e cabe a ela prover as opções de acomodação ou assistência. “Apesar da lei estar do lado dos passageiros, as empresas aéreas nacionais insistem em descumpri-la, razão do Poder Judiciário estar diuturnamente condenando tais empresas em ressarcimento pelos transtornos e dissabores sofridos pelos consumidores”, explica.

Esse ressarcimento abrange não só os prejuízos materiais (devidamente comprovados), como também danos morais, estes, em média, arbitrados em torno de 20 salários mínimos por passageiro. O consumidor lesado tem o prazo de três anos para entrar na Justiça e pedir seus direitos previstos no Código de Defesa do Consumidor.

Postado por LUANA RODRIGUES- luana@gaz.com.br
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