Agricultura 30/03/2021 19h04 Atualizado às 22h21

Presidente do STR de Sobradinho diz que burocracia pode afastar produtores do Terra Brasil

Iniciativa do Governo Federal oportuniza acesso à terra com juros baixos, mas, conforme Delmar Waide, processo não é simples

Na manhã desta terça-feira, 30, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Sobradinho e coordenador da Regional Sindical da Região Centro Serra, Delmar Waide, esteve participando do programa Giro Regional da Gazeta FM 98.1. Na oportunidade, entre outros assuntos, Waide falou sobre o Programa Terra Brasil, uma iniciativa do Governo Federal, que segundo o presidente, é um programa bem complexo. Ele ressaltou que pretende, assim que a pandemia permitir, realizar uma reunião com as pessoas que gostariam de vender ou comprar terra para explicar sobre o funcionamento do programa.

“Hoje o pessoal escuta nas notícias e acha que todo mundo se enquadra, mas na verdade não. A renda anual do comprador tem que ser no mínimo R$ 45 mil que o agricultor pode ter no bloco para ter acesso ao financiamento, aqui ainda dá para tirar as despesas. O patrimônio de quem vai comprar também não pode ser menor que R$ 80 mil. Estamos vendo que poucas pessoas terão acesso diante da burocracia. Os juros são bastante baixos, sendo de 2,5% ao ano, tendo três anos de carência, então é fácil de pagar, sendo 25 anos de financiamento”, explicou.

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Waide destacou que as pessoas precisam ver a possibilidade de enquadramento no programa e quem se interessar pode buscar mais informações nos sindicatos, quando será preciso comentar sobre sua situação e realizar uma inscrição, aguardando as próximas etapas. Waide adiantou que o cadastramento é bastante burocrático. Conforme ele, a Fetag espera que várias pessoas realizem sua inscrição, para ter mais força de pressionar o governo pela liberação do programa.

Milho troca-troca

Delmar Waide ainda lembrou que o pagamento do milho troca-troca vai até o final de abril, solicitando que, na medida do possível, os agricultores realizem o pagamento, porque os sindicatos precisam quitar a conta com o governo.  

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