Entre risos e pancadaria 15/05/2018 19h55 Atualizado às 09h33

Deadpool chega aos cinemas de Santa Cruz nesta quarta-feira

Ele está de volta. E quem já viu, garante: melhor e mais engraçado

Foto: Reprodução

Ele está de volta. E quem já viu, garante: melhor e mais engraçado. Quando o supersoldado Cable (Josh Brolin) chega em uma missão assassina, Deadpool precisa aprender o que é ser um herói de verdade, recrutando pessoas poderosas, ou não, para ajudá-lo. O filme entra em cartaz nesta quarta-feira, 16, nos dois cinemas de Santa Cruz do Sul, no shopping homônimo e no Cine Max Shopping Germânia, em caráter de pré-estreia, às 21h15.

Dirigido por David Leitch, responsável por De Volta ao Jogo (2014) e Atômica (2017), entre outros, Deadpool 2 segue o primeiro, lançado em 2016, que provou ser um sucesso popular – arrecadou mais de US$ 837 milhões e boas críticas, uma vez que foi o primeiro filme de super-herói a ser indicado para o Globo de Ouro. O filme começa com o personagem arrebentado em pedaços após uma tentativa de suicídio provocada pela morte da namorada. Seu amigo recolhe os pedaços e o reconstrói, na tentativa de ser mais um anti-herói a ser incorporado ao grupo de mutantes.

Para Ryan Reynolds, o intérprete do herói, Deadpool é um “idiota problemático” que ri de si mesmo, um anti-herói que busca aprovação para ser um pouco melhor hoje do que ontem, como nós. “Deadpool é um personagem de moral flexível que não quer fazer o bem, mas acaba fazendo-o com relutância. Não é virtuoso, não é o Super-Homem ou o Capitão América, mas isso é que o torna original, interessante, e você gosta dele. Você gosta de um tipo que faz asneiras quando o que importa é ser perfeito e dar uma versão melhorada de si mesmo.”

Reynolds diz que, para um ator, é divertido fazer coisas assim, “parece que esse tipo de filme não necessita de interpretação, mas eu vejo que eles demandam mais concentração, mais imaginação e mais convicção”. Ele está feliz por ser chamado para filmes de super-heróis aos 50 anos. “É como Thanos, vilão de Vingadores, ou seja, é como voltar a fazer teatro em Nova York ou reler romances de Ray Bradbury. É como se fosse um músculo que eu pouco usava, mas gradualmente me senti melhor entre comediantes de stand-up e HQs. Pretendo continuar, a menos que este seja um fracasso retumbante”, brincou.

Isso porque as piadas, risos e comentários “pouco acadêmicos” recorrentes no filme também marcaram as respostas para a imprensa. Era o espírito de Deadpool pairando sobre a sala. (AE).

Brasileira

Segurar o desbocado Deadpool é uma missão que só uma pessoa consegue cumprir: a personagem Vanessa, papel da brasileira Morena Baccarin, que retorna no segundo filme. “Vanessa tenta segurar, mas é difícil até para ela”, ri Morena, de 38 anos. Filha do jornalista Fernando Baccarin e da atriz Vera Setta, ela foi morar nos EUA ainda criança. Lá, começou a ficar conhecida por papéis na televisão, com participações em séries como How I Met Your Mother. Por sua participação em Homeland, concorreu ao Emmy de melhor atriz coadjuvante em série de drama, em 2011.

O primeiro filme do anti-herói, em 2016, serviu para estabelecer de vez seu nome em Hollywood. Em Deadpool, Vanessa é o grande amor de Wade Wilson, a identidade por trás do protagonista. Com ela, neste novo filme, Wilson sonha em ter uma família, por mais incrível que isso possa parecer. “Vanessa e Wade estão tentando levar a relação para a próxima etapa”, revela Morena, que diz que a sua personagem é o “coração” da história, em meio a tanta ação e comédia.


Morena Baccarin já participou de Homeland e How I Met Your Mother
Foto: Divulgação