Animação 19/06/2019 22h11 Atualizado às 19h11

Toy Story 4 estreia nos cinemas de Santa Cruz

Pixar lança uma nova história com Woody, Buzz Lightyear, Bonnie e vários novos personagens

Quando, no final de Toy Story 3 (2010), o personagem Andy deixa seus brinquedos com Bonnie, uma garotinha da vizinhança, e parte para a faculdade, a maior parte dos fãs da franquia pensou que esse seria o fim. Um final glorioso, como apontaram as cinco indicações para o Oscar, duas estatuetas e um Globo de Ouro, entre outros prêmios. Mas, nove anos depois, a Pixar e a Disney levam às salas de cinema ­– incluindo as de Santa Cruz do Sul – Toy Story 4, uma nova história com Woody, Buzz Lightyear, Bonnie e vários novos personagens. “Há sempre riscos em todo filme que fazemos, mas nesse especialmente, porque as pessoas amam tanto essa história”, conta o diretor Josh Cooley.

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No novo filme, Woody está em uma situação inédita para ele: Bonnie, sua nova dona, está prestes a começar o jardim de infância, e o caubói quer garantir que a insegurança da garotinha não resulte em nenhum problema. Com seu jeito estabanado, ele se esconde na mochila dela e a acompanha até a escolinha. Ali, no primeiro dia, ainda tímida, Bonnie constrói um novo brinquedo, um personagem que é um sopro de ar fresco na franquia: o Garfinho.

Por não ser exatamente um brinquedo, o personagem sustenta uma ingenuidade (e uma crise existencial) que rende os momentos mais engraçados do filme – mas também a reflexão mais contínua da obra. “Estávamos na sala de criação, imaginando sobre o que significa ser um brinquedo”, lembra Cooley. “Falamos sobre como as crianças, quando ganham um presente, brincam mais com a caixa do que com o objeto em si. Será que a caixa está viva? O que dá vida a um brinquedo? Essa questão nunca apareceu em nenhum dos filmes. A ideia cresceu e se tornou esse personagem, o Garfinho, que não sabe quais são as regras ou como o mundo funciona.”

Outro personagem que retorna com destaque é Betty, a boneca de porcelana que tem papel secundário nos dois primeiros filmes da série. Na busca por um perdido Garfinho, Woody a encontra “na rua”: ela deixou a vida de brinquedo caseiro para se aventurar no mundo, e essa nova perspectiva pega o caubói de surpresa. É um novo jeito de encarar a vida.

O diretor está ciente de que a audiência do filme cresceu – o primeiro Toy Story é de 1995. “Há aspectos da história com os quais uma audiência mais velha vai se identificar”, promete. A nova produção é, sem dúvida, a mais ambiciosa da franquia. Parte da ação se desenvolve dentro de uma loja de antiguidades: foram mais de 10 mil itens gráficos colocados um por um no set virtual (e Cooley garante que todas as cenas que se passam ali têm um easter egg, referências visuais a outros filmes da história do cinema).

Um parque de diversões é outro ambiente do filme, bem como o interior de uma máquina de pinball. O diretor explica que Toy Story 4 foi filmado com um aspect ratio (proporção de tela) maior do que o comumente usado em animações. “Woody vai para um mundo maior, fora do quarto. Foi uma escolha artística. O nível de detalhe é insano.”