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O pêndulo do relógio

O dia 5 de agosto

O mano Pêndulo desde cedo está reunido com D. História, a sábia velhota parecida com D. Benta: a vovó do Sítio do Picapau Amarelo.

Senhora de sessenta anos. Anciã de carteirinha, na época em que o incrível escritor arrancou-a bem de dentro da própria criação.

Confesso a vosmecês que temos a mesma idade. E nem um pouquinho idêntica sabedoria… Quem me dera… Mas não me sinto, ainda, membro do grupo das velhotas de óculos – que uso – e cabelos brancos – que nunca tive…

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Sabem o motivo? São outros os tempos. A longevidade cresceu em nosso País. A juventude – quero dizer, o conceito dela – é outra. As pessoas se comprometem mais tarde. Demoram a abandonar o lar dos pais, assumir o próprio ninho, cada vez mais caro de manter, em um País tão pelo avesso como o nosso.

Basta ligar a tevê para que me compreendam. Esta semana, por exemplo. Os publicitários baianos, marido e mulher, envolvidos no escândalo da Lava Jato, exalando alívio e desfilando cara de pau ao sabor das câmeras. A imagem do deboche patropi. Será que é sobre isso que dona História e o Pêndulo estão cochichando?

Não dá para perceber bem a conversa. Adivinho que seja sobre a abertura da Olimpíada, na Cidade Maravilhosa. Para D. História, que anota os acontecimentos desde que o mundo é possível de ser registrado, a celebração de tudo o que é melhor nos esportes dá muito argumento. Ainda mais no Brasil. Em tempos de mudanças que não modificam coisa nenhuma. O mico está solto e continua a ser pago.

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Hoje é o Dia Nacional da Saúde. Em homenagem à data em que Oswaldo Cruz, o grande sanitarista deste País que, entre outras coisas, criou a Academia Brasileira de Ciências.Importante a gente falar, pensar, se motivar e mergulhar em biografias que valeram  a pena. De brasileiros. Lobato, Oswaldo Cruz, Zilda Arns… Gente que desceu do próprio “self” – palavra que de tão na moda é quase démodé – para pensar na continuidade da vida.

Na JMJ na Cracóvia, há poucos dias, o papa Francisco exortou os jovens a que tenham sonhos. Que não sejam sofás. “Divano” na língua de Dante. Isso é, que abandonem o próprio conforto na direção do bem comum; do próximo. Do próprio sonho. Pior do que ser sofá é ser mala sem alça…

O Pêndulo – meu mano velho – e D. História pararam de cochichar. Agora cantam alegres o “Parabéns a Você”. Na versão gaúcha. Que fala em lavoura da amizade. Puxa… Era disso que cochichavam o tempo todo…

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Hoje a nossa coluna faz dois anos. De reentrâncias e saliências. De avanços e recuos. Feito os atletas no Rio, em agosto de 2016.   Mas, sobretudo, de amor e respeito pela vida.

Tal qual a tocha olímpica, minha gente. Que apesar dos pesares – e a par de todas as adversidades – proclama o amor imerso no Primeiro Mandamento. “Amar a Deus sobre todas as coisas.” O resto vem por tabela e a gente continua cantando.

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