O Pêndulo do Relógio 22/12/2017 10h25

Feliz Natal!

Amigos; cerros azuis ao longe; a catedral neogótica, antigas igrejas luteranas

O Pêndulo e eu nos digitalizamos! No compasso do sinal dos tempos, nossa coluna passa a ser virtual, a partir de hoje. Nada como roupa nova para dar sorte, em dias e noites da festa mais brilhante – no sentido figurado e literal - dentre todas. E nós, do Brasil, precisamos, mesmo, de esperança.

Estamos quase às vésperas do Natal. A saudade leva a cronista, pelo braço, à nossa Santa Cruz do Sul, no Rio Grande. A bela loirinha que toma chimarrão e tem o samba  no pé. E planta flores, minha gente. 

Amigos; cerros azuis ao longe; a catedral neogótica, antigas igrejas luteranas... O Velho Mundo, nos trópicos, temperado com desejos encalorados de noites suaves. Delícia verdadeira saborear cuca com linguiça, bebericando soluções que redesenham a História. Com direito a cerveja e sorvete, claro, à beira do rio, no verão. Sem falar nas memórias... Tantas, tantas, que deliciosamente machucam... 

Outro ano marcha para a eternidade. Exorta-nos a rezar pela virtude da fé, cochicha o mano Pêndulo do Relógio. Entediado com imagens repetidamente- sempre as mesmas- de Noel e seus balofos “Ho, Ho. Ho”. 

Nada contra o gorduchinho.  Mas que fique, lá, no lugar dele. Ajudando nas vendas. Sem essa de furtar o verdadeiro sentido do Natal. Ou da bela árvore verde que nos faz sonhar com a paz... 

Tanta coisa, em 2017... Entre isso e aquilo, milhões de sedentos de dignidade nacional com cara de tacho- ponto de interrogação nos lábios que parecem recitar silenciosamente Drummond de Andrade. “E agora, José? José, para onde?”

Rezemos juntos pelo Brasil desfeito em vergonha. Precisamos ancorar em terras que não desapareçam- pluft- feito o papai Noel, depois do balanço das lojas. Precisamos semear certezas.  Temos fome de solidez e solidariedade. Do Absoluto que é o único que verdadeiramente É. Porque o resto passa, feito os dias de comilança e ressaca.
Nesta Semana Santa do Natal,  esperamos o Mistério. Na certeza de que, apesar das adversidades, continuaremos cantando um cântico novo.

É o totalmente Outro que se faz carne e habita entre nós. O que conduz à salvação. Que é imortal Sabedoria. E é o Senhor; o descendente prometido. Que abre as portas para todas as nações. O Sol nascente; Soberano da humanidade como um todo; Rei de todas as culturas e povos; o Deus conosco. 

Aqueçamos a esperança. Assim como aquecemos a água para o chima.  E não tenhamos medo de perseguir nossos sonhos de justiça. Desprezemos o canto das sereias. Belas, à luz do corpo. Pelos olhos da alma, não mais que monstros que desejam, no duro, nos afogar nas águas  do desespero.  Sigamos a Estrela lá no mais alto. Contemplemos a verdadeira Luz. Que nos exorta. “Coragem! Eu venci o mundo!” (Jo 16,29-33). 

Queridos leitores: A todos nós, o Pêndulo e eu, desejamos  um feliz Natal! Que 2018 nasça em nossos corações no compasso do Menino Deus.