happy hour 01/10/2018 01h15 Atualizado às 11h02

Visita à Alemanha

Lá inexiste o jeitinho brasileiro e a malandragem. O horário é cumprido rigorosamente.

Em abril desse ano, mais uma vez acompanhei a comitiva de administradores do Estado e participei da sua busca por conhecimento na Alemanha. Dentre os objetivos estavam visitas pré-agendadas na Feira de Hannover, Airbus e Mercedes-Benz.

 Voltar à Alemanha é gratificante por sua organização, engajamento ao trabalho, seriedade e comprometimento com as leis que regem o país. Lá inexiste o jeitinho brasileiro e a malandragem. O horário é cumprido rigorosamente. Se tiveres uma reunião agendada, estejas no local com 15 minutos de antecedência. Se a saída do trem está marcada para as 8 horas e um minuto, esteja a postos na estação. Pontualmente, sem um minuto de tolerância, o trem parte para seu destino. Fomos de trem bala de Nienburg a Berlim.

 Abrindo um parêntese: no Brasil a ex-presidente Dilma prometeu um trem bala. Finalmente o nosso País chegaria ao progresso, discursava. Criou uma secretaria de governo que se encarregaria do projeto futuro. Colocou aliados chefiando a repartição governamental, recebendo altos salários. O trem bala não aconteceu, mas a estatal continua lá com “trabalhadores” nomeados, não fazendo absolutamente nada e, no final de cada mês, pagamos a conta. Isso que é seriedade!

 A Feira de Hannover é enorme e abriga dezenas de pavilhões. Essa exposição mundial mostra os últimos lançamentos tecnológicos para a indústria, principalmente na robótica. Os jovens que conhecem a área ficam extasiados, curiosos e integrados com esse ambiente de presente e futuro. Aliás, a robótica abrirá uma vasta área de trabalho para os jovens brasileiros no país.

 Nessa visita, fiquei colado com nosso guia brasileiro e que conhece todos os labirintos da feira. Só não sabia da sua predileção pelos brindes oferecidos aos visitantes. Levava uma enorme sacola a tiracolo e, por onde passava, arrecadava canetas e outras bugigangas. O amigo exagerava tanto que até as canetas de uso dos funcionários acabavam na sua imensa sacola. O nosso guia pode até ter a origem alemã, porém incorporou a malandragem brasileira. Na viagem de volta, acredito que uma das suas malas estava abarrotada de canetas.

A visita à fábrica da Airbus em Hamburgo foi espetacular, eis que não é fácil conseguir vaga na agenda. Graças ao esforço das lideranças do Conselho de Administradores do RS, inscreveu-se o limite de 25 pessoas da missão, previamente identificadas.

 Conferidos os passaportes, embarcamos no ônibus que nos conduziu para o interior da fábrica. Acompanhava a delegação o encarregado da segurança da fábrica, um baixinho gordo e de cara de poucos amigos.

Acomodados, assistimos ao filme de apresentação. O segurança contou os visitantes na sala. E notou que havia um intruso na delegação.

Continua