Ensino 21/06/2017 08h00

Novo curso da Uergs fortaleceria a unidade em Santa Cruz

Ideia é formar uma parceria com a Efasc para ofertar o novo curso a partir de 2019

A Articulação em Agroecologia do Vale do Rio Pardo (AAVRP) apresentou na tarde de ontem a diretores da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) a proposta de criação do Curso Superior em Agroecologia em Santa Cruz. O encontro ocorreu na Escola Família Agrícola (Efasc). Segundo integrantes da AAVRP, a ideia é formar uma parceria com a Efasc para ofertar o novo curso a partir de 2019. Diretor regional da Uergs, Benjamin Dias Osório Filho acredita que a implantação seria uma forma de fortalecer a unidade local. 

“Já se comentou sobre o fechamento da unidade por causa de evasão e baixa procura. Acredito que, por meio desse foco, vamos conseguir fortalecer a universidade em Santa Cruz”, diz. Para ele, por ser uma demanda do Vale do Rio Pardo, o curso de Agroecologia poderia resolver o problema. Osório Filho afirma ainda que a implantação é viável. “Hoje, a maior dificuldade é em relação aos professores porque a universidade está com os concursos congelados. Porém, com a parceria, conseguiremos contemplar o quadro de docentes.”

 Coordenador do Curso Superior de Tecnologia em Horticultura, José Antônio Kroeff Schmitz é um dos envolvidos na proposta. Ele explica que, por enquanto, não há detalhes de como o curso será desenvolvido. “Temos o prazo até setembro ou outubro deste ano para construir o plano político-pedagógico do curso. A intenção agora é marcar a presença da comunidade e reforçar que temos interesse na permanência da unidade em Santa Cruz e na criação do novo curso”, comenta. 

De acordo com Schmitz, atualmente a Uergs tem turmas de Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia e de Tecnologia em Horticultura. “O curso de engenharia não tem muitos formandos porque os alunos acabaram evadindo. Já no outro, há falta de adesão por ser tecnólogo.” Ele atribui a baixa procura ao pouco entendimento e aceitação, tanto de alunos quanto dos profissionais no mercado de trabalho. Com o novo curso, Schmitz acredita no preenchimento das vagas.