Boas iniciativas 03/01/2019 22h13 Atualizado às 10h16

De ex-alunas a voluntárias na Ernesto Alves

Ana Júlia, Larissa e Danieli, da área da arquitetura, vão doar os projetos técnicos para melhorias na escola

Alguns adolescentes podem até não concordar, mas chega um momento na vida em que muita gente sente falta dos tempos de sala de aula. A partir de 2019, na Escola Estadual Ernesto Alves de Oliveira, em Santa Cruz, além de poder matar a saudade, ex-alunos terão a chance de construir dias melhores para as pessoas que hoje fazem parte da maior escola pública do município.

Por meio do projeto Eu fiz e continuo fazendo parte desta escola, ex-alunos que são profissionais de diferentes áreas poderão contribuir para o desenvolvimento da instituição, aprimorando a infraestrutura, por exemplo. E com isso, conforme a diretora Janaína Venzon, influenciando também a qualidade de ensino. Cirurgiões-dentistas, arquitetos, engenheiros, psicólogos, nutricionistas e outros tantos profissionais são convidados a deixar uma nova marca pelos corredores.

Na primeira reunião, realizada no início da noite de ontem, as acadêmicas do curso de Arquitetura e Urbanismo, Danieli Bach, de 26 anos, e Larissa Voltz, de 22, e a arquiteta Ana Júlia Metz, 24, puderam relembrar os tempos de Ernesto Alves. O clima de nostalgia e a possibilidade de fazer algo novo pela escola motivam o trio de ex-alunas.

“A gente lembra de tudo, de momentos que vivemos aqui, e ao mesmo tempo percebemos que muitas coisas ainda permanecem iguais”, comenta Ana, a atual rainha da Oktoberfest. Nos próximos meses, as três devem se empenhar para trazer um novo cenário ao pátio e à pracinha, além de repensar a ampliação do refeitório. A viabilização financeira deve ocorrer por meio de parceria com o Círculo de Pais e Mestres (CPM).

De portas abertas
Conforme Janaína Venzon, professora que assume a direção em 2019, o plano de ação faz parte das propostas da nova gestão. Ela tem como modelo, inclusive, o programa do Estado Escola Melhor, Sociedade Melhor, no qual pessoas físicas e empresas são convidadas a contribuir com a recuperação do meio estudantil. “Nós já temos algumas ideias de projetos, mas a escola está aberta a todos que quiserem ajudar. Em setembro, aliás, também teremos um encontro para ex-alunos”, reforça.

Além disso, a medida é uma saída para colocar em prática antigos sonhos da Ernesto Alves. “Esperar do governo não adianta. Há cinco anos aguardamos recursos para ampliar o refeitório. Hoje contamos com 1,3 mil estudantes, mas um espaço com capacidade para 30”, afirma Janaína.

Memorial
Desde que o convite foi divulgado, no ano passado, ex-alunos da área de Odontologia e do Direito também entraram em contato para contribuir com a iniciativa. Como forma de reconhecimento, ao longo do ano a escola deve inaugurar um memorial onde ficarão registrados os nomes daqueles que contribuíram novamente para a história da escola. Ao mesmo tempo, de forma voluntária, poderão inspirar crianças e adolescentes que um dia, talvez, irão trilhar os mesmos caminhos.