Santa Cruz 05/10/2017 15h05 Atualizado às 16h57

Vida Real: jovem acredita que Jesus voltará

Renan Fagundes Oliveira, morador de Santa Cruz do Sul, cultiva desde a infância os ensinamentos do avô

Foto: Rodrigo Assmann

Renan foi batizado na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos últimos Dias
Renan foi batizado na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos últimos Dias

Toda segunda-feira, os jantares na casa dos Oliveira são sempre motivadores para uma boa convivência. Tão ou mais importante que o cardápio oferecido, é o momento em que pais e filhos e tios e avós socializam ideias, exaltam mensagens positivas e promovem, inclusive, brincadeiras para tornar a confraternização ainda mais agradável. Segunda-feira é o dia em que acontece a chamada reunião familiar. 

Quem sempre estimulou para que esse hábito fosse levado adiante é seu José. Aos 78 anos, é ele que repassa aos filhos e netos os bons costumes na família. Renan Fagundes Oliveira, hoje com 26 anos, e morador de Santa Cruz do Sul, cultiva desde a infância os ensinamentos do avô. Orar antes de cada refeição, por exemplo, é uma prática que acontece diariamente. Na família Oliveira, ninguém prova do alimento sem antes agradecer por ele. Ao redor da mesa, geralmente o pai ou a mãe introduz o momento de oração. 

“O papel da família é fundamental na formação de todo ser humano. E é em situações simples que isso começa a acontecer”, diz Renan. No entendimento dele, a relação com os amigos ou colegas de trabalho deve seguir na mesma linha. É fundamental, afirma, aplicar no dia a dia o que se aprende em casa. “A gente precisa ser a melhor pessoa que podemos ser, em todos os lugares e em qualquer situação”, complementa.

Pregação

Aos 8 anos de idade, Renan foi batizado na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos últimos Dias, conhecida como a igreja dos Mórmons. Desde então, os ensinamentos até então cultivados pelo avô  foram complementados nos encontros sacramentais nos domingos pela manhã. Enquanto os pais,  Moisés e Simone, aprendiam sobre como aplicar o evangelho na educação dos filhos, Renan participava de momentos lúdicos em outro espaço da capela. Ao completar 18 anos, e já sentindo-se preparado para pregar de porta em porta, o jovem resolveu atuar voluntariamente como missionário. Pelo período de dois anos, entre 2010 e 2012, atuou na zona norte de São Paulo. 

“O trabalho que se faz não é o de obrigar as pessoas a fazerem parte da congregação. Mas de fazer um convite para que ao menos leiam a palavra e apliquem em suas vidas”, explica. Atualmente, segundo ele, cerca de 70 mil jovens estão em missão em todo o mundo. Uma outra mensagem divulgada pelos seguidores é a preparação para a segunda vinda de Jesus. “A gente acredita que ele vai retornar como pessoa, glorificado, para fazer com que o mundo seja melhor”, conta. Uma das provas,  reafirma, está no livro de Mateus, 25, versículo 42 e seguintes: “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia em que vosso Senhor virá (...) Estai preparados”.  

Os sinais para que isso realmente ocorra, entende Renan, são os desastres naturais, guerras, situações de intolerância, injustiças e corrupção. “A nossa missão é despertar nas pessoas a necessidade de serem as melhores pessoas possíveis. E a igreja tem esse papel, não só de alertar, mas também de acolher todo mundo, homem e mulher, ricos e pobres, independente de raça, cor ou orientação sexual”, afirma. 

Renan é acadêmico do curso de Medicina. Natural de Pelotas, mudou-se para Santa Cruz do Sul há quatro anos e participa, com a esposa, Maitê, e o filho, Matheus, da igreja situada na Rua Professor Ivo Radtke, 230, Centro. E faz um convite: “Todos que quiserem participar aqui, serão sempre bem acolhidos”, finaliza.