Calendário cheio 30/11/2018 23h27 Atualizado às 15h20

19 perguntas para entender o 2019 do Avenida

Depois de 24 anos, Santa Cruz do Sul voltará a ser destaque nacional nos esportes coletivos

Depois de 24 anos, Santa Cruz do Sul voltará a ser destaque nacional nos esportes coletivos. Assim como a Pitt/Corinthians fez bonito ao ser campeã brasileira de basquete, chegou a vez de o futebol, a modalidade mais popular do País, estar representado pelo Esporte Clube Avenida. A trajetória de sucesso em 2018 fez o Periquito garantir uma temporada cheia no ano que vem. Gauchão, Supercopa Gaúcha, Copa do Brasil e Série D do Campeonato Brasileiro são os desafios de um calendário movimentado no clube, que vive o maior momento de sua história.

 

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Após fechar o certame estadual na quarta posição, domingo passado o Periquito se sagrou campeão invicto da Copa Wianey Carlet. O momento é de alçar voos fora do Estado. Para isso, o clube espera contar mais do que nunca com um importante aliado: o torcedor. A Gazeta do Sul levantou questões que ajudam a saber quais os futuros compromissos do Avenida.

1. O que está por trás do bom momento vivido pelo Avenida?

No ano passado, o Avenida implantou um novo modelo de gestão profissional e organizacional. A partir disso, o clube colheu os frutos já nesta temporada. O que antes era apenas uma ideia se consolidou com o atual momento do Periquito, que conquistou vagas à Copa do Brasil e Série D do Campeonato Brasileiro.
O presidente Jair Eich destaca que 2019 será promissor. “Creio que despertou um orgulho para o torcedor e um interesse da comunidade não só santa-cruzense, mas regional. O público pode acreditar que o Avenida está, sim, se preparando para sair do cenário rotineiro, costumeiro de fazer futebol por três, quatro meses e fechar o departamento. Temos consciência do desafio que vai ser 2019, começando pelo campeonato estadual”, ressaltou.

 

2. Como o Periquito conquistou a vaga para a Série D do Campeonato Brasileiro e à Copa do Brasil?

A classificação para a quarta divisão do futebol nacional foi obtida porque o Avenida terminou como semifinalista no Gauchão. Já a vaga para a Copa do Brasil de 2019 foi confirmada depois que o clube venceu, de forma invicta, a Copa Wianey Carlet. A final, contra o Gaúcho, de Passo Fundo, foi domingo passado no Estádio dos Eucaliptos.

3. Quais as datas e campeonatos que o Avenida disputará em 2019?

O Periquito estreará no Gauchão contra o Veranópolis no dia 20 de janeiro, fora de casa. O time alviverde enfrentará ainda o Grêmio, atual campeão estadual, pela Supercopa Gaúcha, sem dia e local definidos. O calendário reserva também a Copa do Brasil, em fevereiro, e a Série D do Campeonato Brasileiro, a partir de 5 de maio.

4. Quando será o sorteio da Copa do Brasil?

O adversário do Avenida será conhecido em sorteio a ser realizado na próxima quinta-feira, na sede da CBF, no Rio de Janeiro.

5. O Avenida disputará o primeiro jogo da Copa do Brasil em casa. É preciso vencer?

Independente do adversário que vier a Santa Cruz do Sul, o Avenida tem de ganhar o confronto para avançar à segunda fase. Pelo regulamento da competição, empate ou vitória favorecem a equipe visitante.

6. O Estádio dos Eucaliptos tem condições de receber a partida?

A direção do Avenida recebeu uma cartilha com orientações para sediar a partida histórica pela Copa do Brasil. Dependendo do adversário, o local receberá adaptações para acomodar um público maior, caso seja preciso.

7. Haverá mais reformas no estádio?

O local já vem recebendo uma série de melhorias desde o ano passado. O vestiário dos visitantes e as cabines de imprensa foram reformados, e o clube construiu um novo vestiário para a arbitragem. Além disso, a Kopp Construções, parceira do Avenida, instalou um pórtico na entrada pela Rua Guilherme Herberts. Uma nova secretaria e salas para a comissão técnica e o Departamento de Futebol também fazem parte do projeto. Para a Copa do Brasil e a Série D, estão previstas intervenções para garantir mais conforto e segurança aos torcedores.

Foto: Rodrigo Assmann

 

8. Como serão os custos para disputar a Série D do Brasileirão?

Segundo o diretor executivo de futebol, Guilherme Eich, a CBF trabalha de uma forma padrão para as quatro divisões, bancando toda a logística (passagens, hospedagens e refeições) fora de casa. Outros gastos ficam a cargo do clube.

9. Quais os possíveis adversários do Periquito?

Na primeira fase, a tendência é encarar uma equipe de cada estado. De acordo com Guilherme Eich, o Avenida pode jogar até contra um time do Rio de Janeiro. Porém, o mais provável é enfrentar adversários de Santa Catarina, Paraná, São Paulo ou Rio Grande do Sul.

10. De que maneira será a logística durante a quarta divisão nacional?

Até uma distância de 600 quilômetros, as viagens serão feitas de ônibus e daí para a frente, de avião. Mesmo que o clube não gaste para jogar longe de Santa Cruz, o campeonato também não proporciona receita.

11. Que lições o Avenida pode tirar de outros times do interior que já chegaram à Copa do Brasil e à Série D do Brasileiro?

Uma região próxima a Santa Cruz do Sul já teve representante no torneio nacional. O Lajeadense participou das edições de 2014, 2015 e 2016. Nos dois primeiros anos, enfrentou o Bragantino, e em ambos foi eliminado no detalhe. Na terceira disputa, havia perdido o mando de campo e teve de jogar contra o Figueirense no Beira-Rio. Perdeu por 2 a 0, sem necessidade do segundo confronto. “Participar de uma Copa do Brasil é vantajoso em todos os sentidos. Pela excelente cota financeira. Pela porta que se abre no mercado nacional e pela visibilidade que ela dá ao clube e aos seus jogadores. A Copa do Brasil é um torneio que rende resultados improváveis, especialmente na sua primeira etapa, onde muitos pequenos já derrubaram gigantes”, avaliou a editora de esportes do Jornal O Informativo, de Lajeado, Helena Baségio.

12. De que forma os jogadores do Avenida são avaliados fisicamente?

Por meio de um aplicativo, o preparador físico Lincoln Bender utiliza um programa que fornece dados dos atletas como distância percorrida, quantidade de ações desempenhadas, zonas e picos de velocidade. Tudo é registrado em um tablet para fazer o monitoramento das informações. Durante jogos ou treinos, os jogadores carregam uma espécie de colete curto, onde são obtidos os dados do GPS. Além disso, um frequencímetro é usado para medir o comportamento cardíaco do elenco.

Foto: Lula Helfer

 

13. Quem é Fabiano Daitx?

Com 44 anos de idade, Daitx é casado, pai da Duda, de 6 anos, e tem residência em Novo Hamburgo. Formado em Educação Física pela Unisinos, de São Leopoldo, chegou ao Avenida em abril de 2016 para substituir Régis Amarante. Desde então, conseguiu feitos históricos no comando do Periquito. No ano passado, foi vice-campeão da Série A2 do Campeonato e levou o time de volta à elite do Gauchão.
Nesta temporada, fez o Periquito terminar na quarta colocação do campeonato estadual e foi campeão invicto da Copa Wianey Carlet na primeira participação do clube no segundo semestre. O treinador tem passagens ainda pelo Guarani de Venâncio, Lajeadense, Glória, Guarany, de Camaquã, Aimoré, Pelotas, entre outros.

Foto: Rodrigo Assmann

 

14. Com quantos jogadores Daitx vai trabalhar?

A tendência é que Fabiano Daitx trabalhe com 25 jogadores e alguns garotos das categorias da base. A direção do Avenida trabalha para trazer pelo menos cinco reforços. Um deles já foi apresentado: o meia-atacante Marcos Paraná, 32 anos. O volante Índio, ex-Lajeadense, e o zagueiro Claudinho, que estava no Ypiranga e retorna ao clube, juntam-se ao elenco na abertura da pré-temporada no dia 10 de dezembro.

15. De que forma o torcedor pode ajudar?

Já está no ar um aplicativo para celular que possibilita, entre outras vantagens, a adesão de novos sócios. O programa Esporte Clube Avenida é encontrado no Google Play e na App Store. A associação pode ser feita ainda no site socio.ecavenida.com.br. A mensalidade custa R$ 35,00, garantindo acesso a todos os jogos do Periquito nos Eucaliptos na próxima temporada.

16. Por que é preciso colaborar?

Como a temporada do ano que vem será extensa, a direção do Periquito entende que chegou o momento de o torcedor ajudar o clube para que consiga reforçar o caixa, trazer jogadores e proporcionar melhorias no estádio. O auxílio se torna fundamental especialmente com as disputas históricas na Copa do Brasil e na Série D do Brasileiro.

17. Quais as vantagens?

Entre as vantagens de se associar ao clube está o preço da mensalidade. Enquanto o sócio pagará R$ 35,00, o não sócio terá de desembolsar R$ 40,00, por exemplo, somente pelo ingresso de uma partida no Gauchão. Além disso, as associações permitirão descontos em estabelecimentos comerciais (farmácias, lojas e postos de combustíveis) conveniados ao Avenida.

18. Como o torcedor vê o cenário atual?

Cláudio Hansel presidiu o Periquito em 1999 e hoje é figura presente nos jogos e treinos. Sobre o atual momento, ele diz que a ficha ainda não caiu. “O Avenida evoluiu tanto lá com o Jair (Eich, presidente) no comando do futebol. É impressionante o salto que o clube deu nos últimos anos. Isso enche o avenidense de orgulho, em poder disputar a Copa do Brasil e a Série D”, destacou Hansel, que fez um apelo para que o torcedor se associe. “Vamos ajudar. O Avenida já teve 1,5 mil sócios, não pode só 50 como agora. Isso é inadmissível em uma cidade como Santa Cruz do Sul. Vamos reerguer ainda mais o Avenida para se tornar realmente um clube grande”, frisou.

Hansel entende que o Periquito deixou de um ser um time de acessos e descensos em um curto espaço de tempo. “Acredito que, daqui para a frente, essa história do iôiô acabou. Com a força que tem e o entusiasmo do pessoal, o Avenida vai continuar crescendo”, salientou o ex-presidente, ressaltando ainda a parceria com a Kopp Construções. “Isso foi um grande ganho, é bonito de ver as obras.”

Foto: Rodrigo Assmann

 

19. Qual a importância de figurar no cenário nacional?

Segundo Jair Eich, as disputas na Copa do Brasil e da Série D garantirão uma visibilidade maior para o Avenida. Na Copa do Brasil, o objetivo é enfrentar times medianos do País. “Sempre dizia que queria um Corinthians ou um Flamengo para fazer um jogo único. Hoje, diante das mudanças que ocorreram, em nada diminuiu o desejo de jogar, mas a essa altura gostaríamos que o sorteio nos reservasse uma equipe mais mediana nesta primeira fase, a fim de possibilitar uma passagem para a etapa seguinte. Gostaria que a gente tivesse quem sabe três partidas de Copa do Brasil, não só pela questão financeira, mas para mostrar cada vez mais quem é o Avenida e encher o nosso torcedor de orgulho.”

Foto: Rodrigo Assmann