Avenida 09/05/2019 22h43 Atualizado às 11h10

João Neto e a volta por cima fora do gramado

Longe de treinos e jogos há cerca de seis meses, volante está recuperado de lesão muscular grave sofrida em 2018

Odia 25 de novembro de 2018 ficou marcado na memória do volante João Neto, do Avenida. Na finalíssima da Copa Wianey Cartlet contra o Gaúcho, de Passo Fundo, nos Eucaliptos, ele sofreu ruptura total do músculo adutor da coxa direita. A lesão grave ocorreu no fim do primeiro tempo e teve sérias consequências. Depois de quase seis meses longe dos gramados, o jogador se recuperou do problema e agora aprimora o condicionamento físico, a fim de ficar à disposição do técnico China Balbino para a disputa da Série D do Campeonato Brasileiro.

João admite que pensou em desistir de jogar futebol por conta da contusão de grau 3, a mais alta na escala. “Se tivesse que fazer cirurgia, não sei se eu teria forças para recuperar. Eu vinha de uma lesão grave no joelho (rompimento do ligamento cruzado em 2017), fiz cirurgia e a recuperação foi muito dolorida. Passou um filme na cabeça. Hoje o nível de exigência no futebol é muito alto, mas graças a Deus, não foi necessária a cirurgia. Estou me sentindo bem, melhorando a cada dia”, celebrou.

A família foi fundamental para que o atleta obtivesse sucesso na cura da lesão. “É a base de tudo. Minha esposa, meus filhos, meus pais são muito presentes na minha vida. Ao lado disso, vêm os amigos e, nesse período de recuperação, tive o parceiro, que é o Heleno (Quadros, fisioterapeuta do clube). Às vezes chegava cabisbaixo e ele me levantava. Foi muito importante esse apoio que recebi”, ressaltou João.

O trabalho do fisioterapeuta contribuiu diretamente para tratar as dores musculares do atleta. “Quando voltei a treinar normal, voltei dando a vida, como a gente diz na gíria no futebol. A minha alegria foi a mesma dele”, salientou João Neto, que se mostra apto a ser relacionado no decorrer da Série D. “Se ele (China) precisar, vou dar o máximo para ajudar a equipe”, frisou.

O psicológico no tratamento

Prestes a completar um ano no Avenida, o fisioterapeuta Heleno Quadros afirmou que a situação de João Neto foi a mais difícil de curar, em razão da gravidade da lesão. “Um atleta fazendo tratamento fisioterápico todos os dias é complicado. Ele fica frustrado porque quer estar em campo e não pode ajudar. Muitas vezes não somos apenas fisioterapeuta, mas também psicólogo. Tinha dias de altos e baixos, mas graças a Deus, a recuperação no momento está boa”, atestou.

Heleno, que é especialista em Traumatologia e Ortopedia Desportiva, avalia que o resultado foi satisfatório, apesar do longo período. “Tenho que estar sempre me atualizando e tento sempre dar o melhor de mim, para que o atleta tenha confiança novamente para voltar aos gramados e dar alegria à torcida. Fico mais alegre de poder ter ajudado o atleta na recuperação e vê-lo atuar novamente sem nenhum tipo de dor ou problema clínico”, exaltou o fisioterapeuta, que cursa o sétimo semestre de Educação Física na Unisc.

Periquito deve ter uma mudança

O técnico China Balbino deve fazer apenas uma troca na equipe para o duelo diante da Ferroviária neste domingo, às 16 horas, nos Eucaliptos, pela segunda rodada do Grupo A17 da Série D do Campeonato Brasileiro. A tendência é que o volante Carlinhos dê lugar a Davi no meio-campo. Assim, o jogador que veio do Patrocinense fará sua estreia com a camisa alviverde.

O Periquito vai a campo com Fabiano Heves; Gian, Luís Henrique, Claudinho e Roger; Davi, Felipe Manoel, Elias, Marcos Paraná e Anderson Canhoto; Flávio Torres. Os ingressos começam a ser vendidos hoje pela manhã na secretaria do Avenida nos Eucaliptos e na Ulfer Purificadores a R$ 40,00 para o público em geral e R$ 20,00 a  estudantes e idosos. Para marcar o Dia das Mães, as mamães que forem acompanhadas dos filhos terão acesso gratuito ao estádio.