Inter 15/11/2019 10h43

Justiça torna 14 acusados de crimes em réus

Processo apura irregularidades na gestão do ex-presidente Vitorio Piffero entre 2015 e 2016

O juiz da 17ª Vara Criminal de Porto Alegre, Marcos La Porta da Silva, aceitou na tarde de quinta-feira, 14 a denúncia do Ministério Público, e tornou réus os 14 envolvidos na Operação Rebote, que apura irregularidades na gestão 2015/2016 do Internacional, sob o comando do ex-presidente Vitorio Piffero.

No dia 6 de novembro, o Ministério Público apresentou detalhes de duas denúncias. A primeira delas se refere ao núcleo de finanças e patrimônio do Inter e a segunda ao núcleo futebol do time colorado. Em um dos casos, foram apontadas práticas dos crimes de organização criminosa, estelionato, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica relacionados a obras não realizadas. 

As investigações concluíram que, no período entre fevereiro de 2015 e dezembro de 2016, em nada menos do que 200 oportunidades, os denunciados obtiveram para si a quantia de R$ 12,8 milhões, em prejuízo do Inter, após induzirem em erro funcionários da administração do clube e atestarem obras que não ocorreram. Para isso, utilizavam um esquema de notas frias. Eles terão dez dias para apresentar a defesa. O atual presidente, Marcelo Medeiros, disse que o clube vai acionar a Justiça para buscar o ressarcimento dos valores desviados dos cofres.

NOMES DOS RÉUS

Vitorio Piffero, ex-presidente
Pedro Affatato, ex-vice de Finanças
Emídio Marques Ferreira, ex-vice de Patrimônio
Carlos Pellegrini, ex-vice de futebolCarlos Eduardo Marques, engenheiro do clube
Ricardo Bohrer Simões, empresário
Adão Silmar de Fraga Feijó, contador
Paola Affatato, empresária e irmã de Pedro
Arturo Affatato, empresário e irmão de Pedro
Rogério Braun, empresário de futebol
Paulo Cézar Magalhães, tio do ex-lateral do Inter de mesmo nome
Giuliano Bertolucci, empresário de futebol
Fernando Otto, empresário de futebol
Carlos Alberto de Oliveira Fedato, empresário de futebol