Tênis 29/02/2020 16h37

Djokovic bate Tsitsipas, é campeão em Dubai e mantém invencibilidade em 2020

Sérvio número 1 do mundo superou sem grandes dificuldades o algoz de Rafael Nadal nas semifinais

Está difícil bater Novak Djokovic. Neste sábado, o sérvio, atual número 1 do mundo, derrotou o grego Stefanos Tsitsipas, sexto do ranking da ATP, por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/4, e conquistou o ATP 500 de Dubai, disputado em quadras rápidas nos Emirados Árabes Unidos. "Foi muito apertado. Acho que joguei muito bem na maioria dos jogos, com altos e baixos, o que é normal. É uma grande vitória para mim", avaliou Djokovic após a vitória. "Stefanos é mais que um grande jogador, é um grande cara, que tem muito a dar ao tênis", completou o sérvio, elogiando o rival deste sábado.

O confronto também serviu de tira-teima entre os dois, uma vez que nos quatro embates anteriores cada um levou a melhor em dois Agora, o número 1 está em vantagem. Campeão do Aberto da Austrália, primeiro Grand Slam do ano, e agora em Dubai, Djokovic ainda não perdeu em 2020. O sérvio chegou à marca de 21 vitórias seguidas, sendo 18 neste ano, e dá mostras de que será difícil tirá-lo do topo do ranking da ATP.

Foi o quinto título de Djokovic em Dubai - havia vencido em 2009, 2010, 2011 e 2013 - e o 79º na carreira, incluindo 17 torneios de Grand Slam. Em Dubai, ele perdeu apenas um set, na semifinal, contra o francês Gael Monfils, jogo em que encontrou mais dificuldades no torneio, de modo que teve que salvar três match points. "Ontem, estive a um ponto de perder a partida. Poderia ter perdido e aí não estaria aqui hoje. É o esporte, as coisas mudam rapidamente", disse Djokovic, bem-humorado.

Djokovic busca, agora, superar o próprio recorde de vitórias seguidas, conquistado em 2011, quando ostentou venceu as 41 primeiras partidas do ano. Em quadra, Djokovic se impôs técnica e mentalmente. No primeiro set, teve paciência e conseguiu quebrar o saque do rival no final, abrindo 5 a 3 e fechando o jogo na sequência. Na segunda parcial, houve quebras para os dois lados. No final fez diferença a favor do sérvio a sua consistência e regularidade, premiadas diante do grego, que cometeu mais erros não forçados em um momento decisivo da partida, facilitando a vida do melhor tenista da atualidade.