Tóquio-2020 26/03/2020 09h39

Decisão pelo adiamento da Olimpíada foi em conjunto

Presidente do COI, Thomas Bach, revelou o tom da conversa com o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe para transferir o evento

Um dia depois do anúncio do adiamento dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio-2020 para o próximo ano, por conta da pandemia do novo coronavírus, o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o alemão Thomas Bach, revelou nessa quarta-feira, 25, que a decisão não foi unilateral, mas sim tomada em conjunto com o governo do Japão, encabeçado pelo primeiro-ministro Shinzo Abe.

“Chegamos à conclusão que não podia ser uma decisão unilateral do COI, mas sim conjunta. Essa foi a sequência dos fatos. Seguimos nossa intenção de nos adaptarmos à situação”, disse Bach em teleconferência com a imprensa mundial, relatando como foi a conversa com o primeiro-ministro no dia anterior.

LEIA MAIS
COB e CPB celebram o adiamento dos Jogos Olímpicos
Olimpíada de Tóquio será adiada em um ano


“Mas desde o princípio foi deixado claro que o cancelamento não era algo que o COI apoiava porque nossa missão é permitir que os sonhos dos esportistas sejam convertidos em realidade”, prosseguiu o dirigente.
Ele admitiu que definir uma nova data para os Jogos em 2021 será uma questão muito desafiadora e espera que a decisão seja tomada o mais rápido possível. Hoje, membros do COI se reúnem, em teleconferência, com 33 federações internacionais para estudar o novo calendário.

“A prioridade é tomar uma decisão de qualidade, levando em consideração todos os nossos stakeholders (partes interessadas)”, disse Bach, que insistiu que a voz dos atletas sempre foi levada em consideração. “Eles desempenham um papel muito importante e participarão de qualquer consulta e decisão.”