Memória 17/06/2020 15h35

A Gazeta esteve lá: na Olimpíada de Londres, em 2012

Para Eleno Hausmann, o Professor Olímpico, os jogos na Inglaterra foram os melhores em que ele esteve, até agora

Em 2012, os Jogos Olímpicos chegavam a Londres. Retornavam à capital da Grã-Bretanha, onde já haviam ocorrido em 1908 e 1948. E nesta terceira vez a Gazeta esteve lá, com a presença do comunicador Eleno Hausmann, o Professor Olímpico – que, aliás, receberá em breve o título de cidadão santa-cruzense. Eleno chegava, assim, para a cobertura de sua quarta Olimpíada, com a vivência das edições anteriores, de 2000, 2004 e 2008.

E, como lembra, em Londres teve a alegria de acompanhar a rotina de um gaúcho radicado em Santa Cruz do Sul, o meio-fundista Fabiano Peçanha, que estava classificado para as provas nos 800 metros rasos. A família Peçanha marcava presença em peso, com os pais do atleta, Jorge e Cristina, igualmente o prestigiando, sendo Jorge seu treinador. Com isso, o companheirismo foi uma marca dessa Olimpíada, que Eleno classifica como a sua “melhor de todas até aqui”.

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Eleno, Fabiano e Jorge na Oakley, às marges do Tâmisa

Os jogos em Londres foram realizados entre 27 de julho e 12 de agosto, com participação de 10.500 atletas de 204 países, e com 302 eventos de 26 esportes. O Brasil concluiu a edição com três ouros: o do ginasta Arthur Zanetti, nas argolas; o da judoca Sarah Menezes; e o do vôlei feminino. Fabiano Peçanha teve bom desempenho, tendo avançado às semifinais nos 800 metros, mas ficando de fora da final.

Eleno recorda que ficara hospedado na casa de um amigo, conhecido de Santa Cruz, o Newton Duarte, do qual teve o contato por meio de Luiz Henrique Kuhn, o Ike, e que possuía casa próximo ao aeroporto de Heathrow. A partir de lá se deslocava de metrô por toda a cidade. “Serei eternamente grato pelo pouso que tive lá”, diz. Já o atleta Fabiano Peçanha estava estabelecido no bairro The Crystal Palace, perto de Wimbledon, e ali Eleno podia acompanhar os treinos. Mas o que muito o marcou foi a convivência constante com toda a família Peçanha; tinham oportunidade de sair ao final da tarde para bate-papos.

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“O Fabiano era patrocinado pela Oakley. E esta reunia os atletas e os que os acompanhavam num espaço às margens do Rio Tâmisa”, menciona. “Era incrível”. Ciceroneado por Fabiano, Eleno visitou a vila olímpica e os alojamentos dos atletas, onde conheceu inúmeras estrelas olímpicas, e sobre os contatos transmitia para a Rádio Gazeta e para a Gazeta do Sul. “Pude assistir às provas do Fabiano ao lado da família dele, o que foi emocionante”, refere.

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O time local que acompanhou os jogos em Londres

Recorda inclusive de um fato pitoresco, um contratempo que, no final das contas, ficou para o folclore de sua cobertura às Olimpíadas. Em certo dia, foram todos passear no Thorpe Park e decidiram experimentar a famosa maior montanha-russa do mundo, que sai de zero a 100 km em meros três segundos. Eleno não viu um recado na entrada, de que era para o pessoal deixar de lado os objetos pessoais antes de embarcar. Só quando tudo terminou é que descobriu que estava sem o seu celular, um iPhone (“além de tudo emprestado, para transmitir de lá para a rádio”), no bolso. Não teve jeito. O aparelho nunca mais foi localizado, e ele precisou desembolsar o valor e adquirir outro celular para devolver ao dono que o havia cedido. “Ficou para a história”, diz.

“E em nada mancha a minha certeza: foi até aqui a melhor de todas as Olimpíadas para mim”. Quatro anos depois, em 2016, lá estaria ele de novo, e desta vez em pleno Brasil: no Rio. E a Gazeta novamente com ele.

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