Colorado 27/07/2020 14h02

Coudet ameaça até deixar o Inter por conta de gramado ruins

Reclamações foram enfáticas em relação ao campo de jogo no Estádio Montanha dos Vinhedos

Após o duelo do Internacional diante do Esportivo, no último sábado, 25, o técnico Eduardo Coudet afirmou que o estado do gramado do Estádio Montanha dos Vinhedos não possibilitava a prática de futebol. Foi uma das justificativas para o baixo desempenho e o empate em 1 a 1.

“Se vamos jogar todos os jogos em campos como esse, o Inter terá de procurar um outro treinador. Eu não sei preparar uma equipe para atirar a bola para cima e ter que apostar no choque com os adversários. Temos que ter melhores condições. Não digo que ganhamos ou perdemos por culpa do campo. Para uma equipe que tenta construir, é melhor ter um bom gramado. Precisamos ter as condições mínimas”, disse.

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O treinador também creditou a performance ruim ao tempo de parada do elenco. “Não falem sobre um jogador só. Por que não apontam o gramado que está horrível? A realidade é que tivemos 130 dias parados. Todas as partidas que estou vendo os times estão em câmera lenta. Por isso, a importância do campo de jogo, para dar velocidade na bola. Quando todas equipes tiverem ritmo de jogo, vamos ver equipes melhores”, enfatizou.

Ao escalar uma equipe com dez reservas – apenas Marcos Guilherme começou a partida -, Coudet ponderou que 180 minutos em três dias seriam uma carga excessiva para jogadores que ficaram quase 130 dias sem jogar. “O que fizemos na escalação é porque 180 minutos em três dias, sem fazer treinamento coletivo, sem ter uma intensa preparação, é muito arriscado, ainda mais com um gramado como esse. É complicado fazer uma análise da partida. Tivemos vontade e tentamos ganhar. O Marcos Guilherme se recuperou mais rapidamente, por isso comecei com ele. Somos um plantel curto e vamos aproveitando as coisas conforme elas forem se sucedendo”, explicou.

O vice de futebol Alessandro Barcellos chegou a dizer que o Inter não está preparado para jogar rugby. “Não se trata de nenhuma desistência, e sim de uma constatação. O Inter é treinado e está preparado para jogar futebol, não rugby. Não podemos nivelar por baixo o futebol gaúcho. O que dizemos é que trabalhamos para superar as dificuldades extracampo. Estamos em jogos que tem que ganhar espaço, jardas, em bolas aéreas, para fazer os gols. Tanto que hoje (sábado) os dois foram de bola parada”, exemplificou.