Saúde 30/01/2019 22h47 Atualizado às 08h11

Como se proteger e evitar a virose no verão

Ainda que seja uma condição comum – e que geralmente passa dentro de, no máximo, cinco dias –, os sintomas não são nada agradáveis

Já é de praxe. Basta o verão chegar para o atendimento dos casos de virose aumentar no plantão do Hospital Santa Cruz (HSC). Crianças, adultos e idosos apresentam quadros marcados por diarreia, vômito e dor abdominal. Ainda que seja uma condição comum – e que geralmente passa dentro de, no máximo, cinco dias –, os sintomas não são nada agradáveis e atrapalham a vida de quem precisa seguir normalmente a rotina.

Conforme a médica da família e comunidade, Clauceane Venz-ke Zell, é possível reduzir a probabilidade de contrair a virose com atitudes simples. “As pessoas têm que se hidratar muito, mas com água filtrada ou fervida, não direto da torneira. É importante, também, lavar muito bem frutas e verduras e cuidar até na hora de requentar os pratos, ou seja, conserve-os na geladeira antes de esquentar de novo.” A lavagem das mãos também é crucial para evitar o contágio, especialmente no calor.

É nesta época do ano, aliás, que os riscos aumentam por causa da movimentação de pessoas. Trata-se do período em que ficam menos em casa, saem da rotina, fazem refeições fora e por aí vai. Se alguém sentir sintomas como vômitos e diarreia, a médica Clauceane orienta que não saia “correndo” para o hospital. De acordo com ela, esse tipo de quadro costuma se resolver entre três e cinco dias. “Caso passe três dias e a pessoa continue a apresentar muita dor abdominal, deixe de urinar ou observe sangue ou resto alimentar nas fezes, aí, sim, é hora de buscar ajuda médica.”

Para quem enfrenta a virose, Clauceane ressalta que não há muito mistério. Ficar de olho na hidratação é a regra número um para controlar os sintomas. Por isso, muita água (filtrada), isotônicos e o conhecido soro caseiro são indicados. Já os alimentos  consumidos precisam ser leves, como frutas, purê e frango grelhado. Fritura e pratos gordurosos têm de ser evitados ao máximo.

Mau cheiro ou mudanças de cor podem ser sinais de decomposição do alimento. Nesse caso,a recomendação é não consumi-los. “Outra orientação muito importante é que as pessoas não tomem medicamentos para eliminar a diarreia, pois isso compromete a recuperação”, laerta.