Júri 12/03/2019 09h56 Atualizado às 07h33

"O lugar do Leandro é aqui fora salvando vidas", diz Vetoretti

O pai, Leandro Boldrini, a madrasta e outras duas pessoas respondem pelo homicídio

A cidade de Três Passos acompanha desde segunda-feira, 11, o julgamento de um dos casos que mais abalaram o País. Os quatro réus denunciados pela morte de Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, em abril de 2014, estão diante da juíza, do promotor, dos advogados e do júri. 

O médico Leandro Boldrini, pai de Bernardo Boldrini, de 11 anos, prestou depoimento nessa quarta-feira, 13. Ele disse que a madrasta do garoto - Graciele Ugulini - foi a mentora do crime. O réu acrescentou que não se preocupou com o sumiço do menino no dia 4 de abril de 2014, data da morte, porque Bernardo costumava ir para a residência de amigos jogar videogame. Antes, o promotor Ederson Vieira mostrou extratos de ligações do réu na época do crime, citando um espaçamento de quase um dia sem ligar para o filho desaparecido.

Graciele depôs nesta manhã. Esta é a primeira vez que ela falou publicamente sobre o assunto. No depoimento, inocentou o pai de Bernardo, Leandro Boldrini, e disse que o menino morreu de forma acidental - porque tomou medicamento sozinho. Contou ainda que teria pedido ajuda para Edelvânia Wirganovicz para ocultar o corpo. Também disse que não conhecia Evandro, o irmão de Edelvânia. 

Edelvânia alegou que o irmão não tem participação no crime. Durante o interrogatório, ela passou mal, antes de ser questionada pelo Ministério Público. Edelvânia chegou a responder questionamentos da juíza Sucilene Engler Werle, que suspendeu a sessão do júri após a ré passar mal. Durante o tempo em que falou, Edelvânia disse que foi coagida pelas delegadas sobre o que deveria dizer no depoimento.

O irmão dela, Evandro, começou o depoimento logo após a volta do recesso. Ele foi o último réu a ser interrogado. Durante o interrogatório, ele negou participação na morte de Bernardo. 

Após o depoimento, começaram os debates entre acusação e defesa, a última etapa antes que o júri decida se os réus são culpados ou inocentes. O advogado que representa Boldrini, Ezequiel Vetoretti, foi quem iniciou o trabalho da defesa do médico. "O lugar do Leandro é aqui fora salvando vidas",  argumentou. Por volta das 21h50, quem ainda se manifestava era o advogado Vanderlei Pompeo de Mattos, que representa Graciele. Segundo ele, a morte de Bernardo foi uma "tragédia acidental". "Ela vai responder por uma ocultação de cadáver e homicídio culposo”, comentou.


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