Rodovia 05/04/2019 09h26

Um resumo de como deve ficar a RSC-287 depois da concessão

Estado publicou ontem 2 mil páginas com todos os detalhes do projeto que vai repassar a rodovia à iniciativa privada, com garantia de duplicação

Pedágio 1
Deve ser a maior praça da concessão, com maior movimento de veículos. Está prevista para ser construída na altura do quilômetro 47, em Taquari, um pouco antes da Polícia Rodoviária para quem segue no sentido interior–Capital.

Pedágio 2
Localizada no quilômetro 86,6, a praça de Venâncio Aires será mantida e ampliada logo nos primeiros meses da concessão.

Pedágio 3
Localizada no quilômetro 131,3, a praça de Candelária será mantida e receberá investimentos em melhorias nos primeiros meses de concessão.

Pedágio 4
Uma nova praça de pedágio será construída na altura do quilômetro 177,5, no município de Paraíso do Sul.

Pedágio 5
A quinta e última praça de pedágio da RSC-287 ficará na altura do quilômetro 214,7, a poucos quilômetros de Camobi, já em solo santa-mariense.

Curvas
Quando as obras de duplicação chegarem às curvas de Pinheiral, o traçado da rodovia deverá passar por suaves correções para dar mais segurança aos motoristas.

Travessia urbana
Pontos de intenso movimento de veículos e pedestres, como o acesso principal a Venâncio, receberão passarelas e iluminação noturna.

Vias marginais
Trechos de maior movimento, como as proximidades do entroncamento da RSC-287 com a BR-386, receberão as chamadas vias marginais. São ruas laterais que servem para o tráfego local, evitando o trânsito de veículos lentos na rodovia.

É muito dinheiro!
De acordo com o governo do Estado, a concessionária que assumir a RSC-287 entre Tabaí e Santa Maria investirá algo em torno de R$ 2 bilhões ao longo de 30 anos. Metade disso (R$ 1,07 bilhão, a valores que precisam ser corrigidos) será aplicado na duplicação de 200 quilômetros de rodovia. Outros R$ 740 milhões serão gastos na manutenção do pavimento, obras-de-arte, sinalização e roçadas, por exemplo. Somente os gastos iniciais do primeiro ano de concessão vão consumir R$ 11 milhões.

Praças de pedágio
Serão cinco praças de pedágio entre Tabaí e Santa Maria. Duas já existem (Venâncio e Candelária) e três serão construídas do zero. As obras ocorrerão no primeiro ano da concessão e devem custar, ao todo, cerca de R$ 21 milhões. A praça de Taquari custará R$ 5,2 milhões e a ampliação da praça de Venâncio é estimada em R$ 4 milhões.

Moto vai pagar
Ao contrário do que acontece hoje na RSC-287, motos precisarão pagar pedágio a partir de quando a nova concessionária assumir. O valor será equivalente a 50% do cobrado de um carro de passeio. Considerando o valor máximo de R$ 5,93 para automóvel previsto no edital, moto pagaria R$ 2,96. Os maiores caminhões pagariam até R$ 59,30.

100 km/h
À medida que a duplicação for avançando ao longo dos anos, o limite de velocidade na rodovia também vai crescer, chegando a 100 km/h na maioria dos trechos rurais. Nos urbanos deverá ficar em 80 km/h. Hoje não se pode rodar a mais de 80 km/h na 287. Nos pontos urbanos o limite cai para 60 km/h na maioria dos casos.

Polícia Rodoviária
As três unidades do Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) localizadas no trecho Tabaí–Santa Maria serão reformadas logo no primeiro ano da concessão, segundo o projeto. A estimativa é de que sejam gastos R$ 300 mil nas obras. O valor foi calculado há mais de um ano e, portanto, precisará ser corrigido.

Bases de atendimento
O projeto prevê que até o sexto mês de concessão sejam instaladas quatro bases operacionais para atendimento aos usuários. Uma delas precisa ser em Santa Cruz e outra entre Candelária e Novo Cabrais. Ambulâncias de resgate e guinchos precisarão ser disponibilizados 24 horas por dia, sem custo extra.

Balanças
A concessionária que assumir a gestão dos 204,5 quilômetros da RSC-287 precisará instalar ao menos um posto de pesagem de caminhões que opere nos dois sentidos. Inicialmente o equipamento deverá ficar em Candelária, na altura do quilômetro 144. A previsão é que entre em prática até o terceiro ano da concessão.

Inteligência
A exemplo do que já ocorre na Freeway (Porto Alegre–Osório), a RSC-287 contará com sistemas de monitoramento por câmeras nos pontos de maior movimento e coleta de informações em tempo real sobre tráfego e condições climáticas. Tudo isso precisará ser disponibilizado aos usuários, provavelmente em um aplicativo.

Placas de led
A concessionária que assumir a 287 ficará obrigada a cuidar de toda a sinalização da rodovia e inclusive instalar os chamados painéis de mensagem variada. São grandes placas de led que ficam sobre a pista para repassar informações do momento aos motoristas, como algum bloqueio à frente ou mudança no limite de velocidade.

Sede da empresa
O estudo da KPMG não é definitivo quanto ao município que abrigará a sede da futura concessionária e o centro de controle operacional. Em alguns documentos consta que a central ficaria em Taquari e, em outros, que ficaria em Santa Cruz. Nos bastidores já existe um movimento para que Santa Cruz sedie a empresa.

Empregos
Nos primeiros 12 meses de operação a nova concessionária deverá gerar cerca de 250 empregos diretos na sede e demais unidades, incluindo desde o diretor-geral até pessoal de atendimento ao usuário, cobrança de pedágio e manutenção da rodovia. Os salários devem variar entre R$ 49 mil (diretor) e R$ 1.479,00 (agente de cobrança).

Subtrecho 1
Do entroncamento da BR-386 (km 28) à rótula de acesso a Taquari (km36,7). Duplicação deve ocorrer até o sexto ano da concessão e custar cerca de R$ 72 milhões (sem considerar a inflação). Valor não leva em conta as demais melhorias e investimento em manutenção.

Subtrecho 2
Da rótula de acesso a Taquari (km36,7) ao acesso para Mariante (km 55,5). Duplicação deve ocorrer até o sétimo ano da concessão e custar cerca de R$ 106 milhões (sem considerar a inflação). Valor não leva em conta as demais melhorias e investimentos.

Subtrecho 3
Do acesso para Mariante (km 55,5) ao acesso para Lajeado (km 78,5). Duplicação deve ocorrer até o sétimo ano da concessão e custar cerca de R$ 76 milhões (sem considerar a inflação). Valor não leva em conta as demais melhorias e investimentos.

Subtrecho 4
Do acesso para  Lajeado (km 78,5) ao acesso a Passo do Sobrado (km 91). Duplicação deve ocorrer até o sétimo ano da concessão e custar cerca de R$ 40 milhões (sem considerar a inflação). Valor não leva em conta as demais melhorias e investimentos.

Subtrecho 5
Do acesso a Passo do Sobrado (km 91) ao trevo do Gaúcho Diesel. Duplicação deve ocorrer até o oitavo ano da concessão e custar cerca de R$ 25 milhões (sem considerar a inflação). Valor não leva em conta as demais melhorias e investimentos em manutenção.

Subtrecho 6
Do trevo do Gaúcho Diesel (km 104,6) ao trevo da RSC-153 (km 115,7). Duplicação deve ocorrer até o oitavo ano da concessão e custar cerca de R$ 35 milhões (sem considerar a inflação). Valor não leva em conta as demais melhorias e investimentos em manutenção.

Subtrecho 7
Do trevo da RSC-153 (km 115,7) ao acesso para Sobradinho (km 140). Duplicação deve ocorrer até o nono ano da concessão e custar cerca de R$ 45 milhões (sem considerar a inflação). Valor não leva em conta as demais melhorias e investimentos em manutenção.

Subtrecho 8
Do acesso para Sobradinho (km 140) ao aceso para Cachoeira do Sul (km 158). Duplicação deve ocorrer até o oitavo ano da concessão e custar cerca de R$ 103 milhões (sem considerar a inflação). Valor não leva em conta as demais melhorias e investimentos em manutenção.

Subtrecho 9
Do acesso para Cachoeira do Sul (km 158) ao acesso para a Contenda (km 176). Duplicação deve ocorrer até o décimo ano da concessão e custar cerca de R$ 55 milhões (sem considerar a inflação). Valor não leva em conta as demais melhorias e investimentos em manutenção.

Subtrecho 10
Do acesso para a Contenda (km 176) até o acesso para Restinga Seca (km 197,2). Duplicação deve ocorrer até o décimo ano da concessão e custar cerca de R$ 105 milhões (sem considerar a inflação). Valor não leva em conta as demais melhorias e investimentos em manutenção.

Subtrecho 11
Do acesso para Restinga Seca (km 197,2) até Camobi, em Santa Maria (km 232,5). Duplicação deve ocorrer até o décimo primeiro ano da concessão e custar cerca de R$ 104 milhões (sem considerar a inflação). Valor não leva em conta as demais melhorias e investimentos em manutenção.

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