Brasília 13/08/2019 12h20 Atualizado às 14h22

Marcha das Margaridas reúne as trabalhadoras do campo

Do Rio Grande do Sul, uma caravana com cerca de 500 pessoas partiu rumo à capital federal

Contando com a presença de mais de 100 mil trabalhadoras do campo, a Marcha das Margaridas 2019 inicia nesta terça-feira, 13, em Brasília. Com o lema Margaridas na Luta por um Brasil com Soberania Popular, Democracia, Justiça, Igualdade e Livre de Violência, a marcha reunirá participantes de todo o Brasil.

A grande marcha será na quarta-feira, 14, a partir das 6 horas, no Pavilhão do Parque da Cidade, com saída prevista às 7 horas em direção à Esplanada dos Ministérios, onde será feito o encerramento por volta de 11 horas nas proximidades do Congresso Nacional.

Do Rio Grande do Sul, uma caravana com cerca de 500 pessoas partiu ontem rumo à capital federal. Representando a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS) estão o presidente Carlos Joel da Silva, a coordenadora estadual de Mulheres, Lérida Pavanelo, as diretoras Elisete Hintz e Diana Hahn, e a assessora Paula Fortunato.

Para Lérida, este é um momento especial na vida do movimento sindical e principalmente na vida das mulheres trabalhadoras rurais. “A Marcha das Margaridas representa muito mais do que uma mobilização em massa, representa a força da mulher, a liberdade, o empreendedorismo, o espaço que elas estão buscando e ocupando na sociedade. A marcha tem como objetivo mostrar que nós mulheres do campo estamos organizadas e queremos junto com nossas famílias mostrar a importância da agricultura familiar para o país”.

Comitiva da região participa dos atos
Comitiva de 42 pessoas da regional sindical do Vale do Rio Pardo da Fetag viajou a Brasília para participar hoje e amanhã da Marcha das Margaridas 2019. O ônibus com o grupo estava no início da noite de ontem na área do Triângulo Mineiro. A expectativa era de chegar hoje no Pavilhão do Parque da Cidade.

O objetivo da marcha é fazer ecoar a importância do trabalho exercido pelas mulheres e a necessidade de um país que assegure ao seu povo direitos capazes de promover justiça social e igualdade. A mobilização lembra o assassinato, há 36 anos, da líder sindical Margarida Maria Alves, símbolo da maior ação de mulheres da América Latina. O ato em Brasília reunirá milhares de “Margaridas” de todo o Brasil e de outros 26 países.