Novembro roxo 22/11/2019 13h51 Atualizado às 15h31

Dia da Prematuridade Infantil sensibiliza sobre problema

Segundo relatório da Organização Mundial de Saúde, 15 milhões de bebês nascem prematuramente todos os anos

A principal campanha global de conscientização sobre a prematuridade infantil acontece durante novembro, mês internacional de sensibilização para a causa. As ações estiveram concentradas principalmente no dia 17, estabelecido como o Dia Mundial da Prematuridade (World Prematurity Day). Este ano, o tema global definido para a data é Nascido cedo demais: prestando os cuidados certos, na hora certa, no lugar certo. Conforme a enfermeira Ingre Paz, a prematuridade é caracterizada por nascimentos que ocorrem antes das 37ª semanas de gestação. “Crianças nascidas entre a 28ª e 30ª semana são prematuras extremas”, explica.

Segundo relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), 15 milhões de bebês nascem prematuramente todos os anos – mais de um em cada dez bebês. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) estima que cerca de 20 milhões de crianças nascem com baixo peso a cada ano no mundo, sendo 95,6% em países em desenvolvimento. O Brasil está como o 10º país com maior número absoluto de nascimentos pré-termo, com prevalência estimada de 11,7%. Ingre Paz reforça que quanto menor o tempo de gravidez, maiores os riscos de problemas com graves complicações.

Hoje, com as novidades da tecnologia na assistência neonatal, é possível que um recém-nascido cada vez mais prematuro sobreviva diante da atenção prestada. “Os avanços técnico-científicos e a introdução de intervenções nas Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) mostram que o Brasil tem se esforçado em atingir a meta de melhoria da condição de vida da população, proposta pela ONU”, pondera. O país tem traçado políticas como o Método Canguru, do Ministério da Saúde, que visa aumentar o vínculo da mãe com o filho prematuro por meio de ações como o contato pele a pele precoce.

Conscientização necessária

Por meio do Novembro Roxo o objetivo é debater o crescente número de partos prematuros, a prevenção e as consequências do nascimento antecipado do bebê, para as famílias e a sociedade. “É também uma oportunidade de chamar a atenção para o pesado fardo de morte e incapacidade – sofrimento que o nascimento prematuro causa – e falar sobre soluções”, explica Ingre Paz. “O nascimento pré-termo não é uma entidade única, mas o desfecho de múltiplos determinantes. O processo começa na gestação, em um curso contínuo, a partir de condições de risco pré-concepcionais e da gestação, com possíveis repercussões durante toda a vida da criança.”