SABATINA 13/02/2020 16h38 Atualizado às 17h19

Comissão do Senado aprova Nestor Forster como embaixador em Washington

Diplomata é gaúcho e filho de santa-cruzense. Nome dele ainda precisa ser aprovado em plenário

Após passar por sabatina na Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado nesta quinta-feira, 13, o diplomata Nestor Forster foi aprovado, por unanimidade, para assumir a embaixada do Brasil nos Estados Unidos. Indicado pelo presidente Jair Bolsonaro, ele ainda precisa passar pelo crivo do plenário da Casa. A votação deve acontecer já na semana que vem, antes do Carnaval.

A indicação foi formalizada no fim de outubro, após o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) desistir do cargo. Ainda em novembro, o governo dos Estados Unidos aprovou o nome de Forster como novo embaixador do Brasil em Washington.

Nestor José Forster Junior tem 56 anos e nasceu em Porto Alegre, mas tem relação com Santa Cruz do Sul: o pai dele nasceu no município, assim como os avós e tios do diplomata. Familiares confirmaram a relação e afirmaram que Forster gostava de vir à cidade na infância e adolescência.

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Ele ingressou na carreira diplomática em 1986. Já foi chefe do Setor de Política Comercial da Embaixada nos Estados Unidos (1992– 1995); chefe do Setor Econômico na representação brasileira no Canadá (1995–1998) e chefe do Setor Financeiro em Washington (2003–2006). Mais recentemente, passou a ser o encarregado de Negócios da mesma embaixada.

O que é a sabatina?

Cabe ao Senado realizar a sabatina para autorizar a ocupação de alguns cargos públicos. De acordo com o inciso IV do artigo 52 da Constituição, compete privativamente ao Senado “aprovar previamente, por voto secreto, após arguição em sessão secreta, a escolha dos chefes de missão diplomática de caráter permanente”.

Neste processo, está inserida a sabatina, que nada mais é do que um debate com perguntas feitas pelos senadores ao indicado para o cargo – neste caso, Nestor Forster. As perguntas avaliam conhecimento ou não sobre as atribuições e habilidades que o cargo exige.

Mas passar pela Comissão de Relações Exteriores não necessariamente significa ser aprovado no plenário do Senado. Em maio de 2015, Guilherme Patriota, indicado pela ex-presidenta Dilma Rousseff para ser representante do Brasil na Organização dos Estados Americanos, foi aprovado pela comissão, por 7 a 6 votos, e depois rejeitado no plenário por 38 votos a 37.

Com informações da Agência Brasil.