Coronavírus 25/03/2020 21h14 Atualizado às 21h36

Em fórum por vídeo, governadores concordam em manter medidas

Chefes dos executivos estaduais reforçaram que as ações convergem com o recomendado pela Organização Mundial da Saúde

Por meio de uma videoconferência, 26 governadores, com exceção do Distrito Federal, se reuniram nesta quarta-feira, 25, para discutir soluções conjuntas com o objetivo de minimizar os efeitos sanitários e econômicos da pandemia de coronavírus no país.

Ao longo do encontro, os governadores reiteraram a convicção de que as medidas de isolamento social adotadas nos Estados são necessárias para reduzir a disseminação do vírus e, assim, garantir que os pacientes possam ser atendidos, sem colapsar o sistema de saúde.

Os chefes dos executivos estaduais reforçaram, ainda, que as ações sanitárias convergem com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). “O fórum é importante para que demonstremos unidade no enfrentamento ao coronavírus e a outros temas de interesse comum. As demandas apontadas pelos governadores em relação ao governo federal são vitais para que possamos encarar os desafios sanitários e econômicos que se apresentam. Essa coordenação de esforços, com serenidade e ponderação, resulta em benefícios aos brasileiros”, avaliou o governador Eduardo Leite.

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Além desses pontos, os governadores debateram medidas no setor econômico, destacando o apelo por auxílio financeiro do governo federal. Entre as medidas pleiteadas, está a coordenação, por parte da União, de programas que atendam aos trabalhadores autônomos, informais e às pessoas de baixa renda.

Os governadores escreveram uma carta em que, além das questões anteriores, os integrantes do fórum pedem apoio do Congresso Nacional para viabilizar medidas que auxiliem os Estados.

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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, participou da reunião e garantiu que o Congresso dará a atenção e a celeridade necessárias para isso. “Precisamos conseguir separar as medidas que são de curto, médio e longo prazos. No momento, a prioridade deve ser o curto prazo, garantindo emprego e renda para os mais pobres e condições para que os Estados sobrevivam a essa crise. Esse é o nosso foco e vamos fazer o possível para que obtenhamos avanços”, disse Maia.

A carta redigida nesta quarta, 25, e que será publicada nas próximas horas, também reitera pedidos anteriores, encaminhados ao governo federal em um documento no dia 19 de março, e que ainda não foram totalmente atendidos pela União.

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