Rádios ao vivo

Leia a Gazeta Digital

Publicidade

ideias e bate-papo

Ainda há esperança

Apesar da “era do ego inflado”, estimulado pelas redes sociais, é possível vislumbrar exemplos quase diários de solidariedade. Ajudar o próximo é a rotina de milhões de brasileiros. A maioria faz isso de maneira anônima em termos de repercussão na mídia.

Conheço muita gente que dedica os fins de semana ao trabalho voluntário. Gasta o próprio dinheiro, mobiliza amigos, organiza campanhas sem qualquer pretensão de se tornar político ou pleitear um cargo público. Pelo contrário, evitam misturar os ideais nobres da ajuda com proselitismo demagógico.

Todo início de mês sou instado por duas instituições que ajudo mediante uma pequena quantia. A gratidão das pessoas que me telefonam para combinar a busca do cheque passa, paradoxalmente, uma sensação de consciência pesada.
_ Puxa vida! Eu poderia ajudar mais, participar ativamente e me oferecer para alguma outra tarefa – penso sempre.
As entidades auxiliadas incluem um lar de idosos e uma creche para crianças carentes. Costumo dizer aos meus filhos que o apoio à primeira é fruto do meu egoísmo em relação ao futuro.

Publicidade

– Quando vocês encherem o saco deste velho ranzinza me mudo para lá, para contar histórias e estórias! – repito.
Apesar da promessa, nunca fui visitar o asilo que se localiza em Canoas, a poucos quilômetros da minha casa. A creche fica na zona sul de Porto Alegre. Periodicamente seus dirigentes organizam campanhas para comprar alimentos, roupas de cama, cobertores e mantimentos em geral. Nessas ocasiões turbino a contribuição, sensibilizado com as dificuldades em manter um estabelecimento à base de contribuições.

Apesar da vontade de ajudar, muitas pessoas – nas quais me incluo – temem serem vítimas de vigarices e golpes. São reiterados os casos denunciados pela imprensa de instituições fantasmas ou que desviam recursos para finalidades espúrias. Explorar a gratidão humana é tão velho que mantém a longevidade do emblemático conto do bilhete.

Quase todos os municípios deste Rio Grande mantêm instituições comprometidas com a caridade. Por isso, quando alguém pergunta como e a quem ajudar, sugiro olhar à sua volta. Ficar de olhos bem abertos e fiscalizar “a província” é sempre mais fácil porque faz parte da realidade local onde vivemos.

Publicidade

Tem leis em excesso. O deputado estadual Sebastião Melo, com quem tive o privilégio de trabalhar, costuma dizer:
– Se dependesse de leis, o Brasil seria igual à Suíça!

Portanto, a fiscalização é o tendão de Aquiles de uma pátria onde o jeitinho, leia-se golpe, é institucionalizado, inclusive na fixação do preço de licitações e concorrências.

 

Publicidade

Aviso de cookies

Nós utilizamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdos de seu interesse. Para saber mais, consulte a nossa Política de Privacidade.