Beldades que encantam 12/10/2018 00h24 Atualizado às 14h26

Simpática, falante e de bem com a vida: conheça a rainha da 34ª Oktoberfest

Ana Julia Metz conquistou a coroa no último sábado e abriu as portas de sua casa para contar um pouco da rotina

Ana Julia adora fazer aniversário. E sem muita frescura, deixa isso bem claro. Na última terça-feira, a moça – durante um dos primeiros compromissos como rainha da 34ª Oktoberfest – contou aos ouvintes da Rádio Gazeta que comemorava naquela data seus 24 anos. Carinhosa do jeito que é, vai ver, queria ainda mais abraços. E olha que, desde o último sábado, ela já recebeu um bocado.

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Quem conversa por alguns minutos com Ana Julia entende. A guria é pilhada, explica os detalhes de cada história, lembra da infância e se orgulha dos três anos em que integrou o grupo Oktobertanz e ajudou a divulgar a festa. “Eu falo rápido, né? Estou te contando a minha vida.” Pode contar, Ana, e deixar que Santa Cruz conheça esse teu jeito querido de ser. “Eu tenho muita alegria dentro de mim e quero ser lembrada como uma soberana que acolheu todo mundo. Sou assim, expresso o que sinto”, diz.

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Espontânea, a jovem sempre nutriu encanto pelo trio de soberanas. Bastava enxergar rainha e princesas durante suas andanças na Oktober (que não foram poucas) para logo correr e tirar uma foto.  Ainda que tenha nutrido esse desejo desde pequenina, ela decidiu esperar o momento que avaliou como “a hora certa”. “Eu não daria o meu melhor se fizesse mais de uma coisa ao mesmo tempo. Esperei me formar em Arquitetura e Urbanismo para, então, focar nesse sonho.”

Um sonho muito bem planejado. Ana Julia Metz, a “Metz”, como é conhecida pelos amigos, aprendeu com os professores da graduação que é preciso dar significado para suas decisões. Se nos projetos arquitetônicos aprendeu a justificar a escolha de uma fachada ou dos interiores, no concurso, deu sentido à sua participação, não só pela postura e conhecimento da cultura germânica, mas também por meio do traje típico. Este ano, todas as 19 concorrentes ficaram responsáveis por providenciar os vestidos, oportunidade que Ana não deixou passar sem colocar sua criatividade.

Foto: Rodrigo Assmann

 

“Quando conversei com a Joana Tornquist (estilista), logo falei: quero, de alguma forma, colocar o tema da festa – Santa Cruz Nossa Terra Nossa Gente – no meu traje.” Resultado? A imagem do Monumento ao Imigrante, que retrata a chegada dos primeiros alemães em Santa Cruz do Sul, foi bordado no avental do vestido.

“Ser soberana significa transmitir amor, respeito e orgulho pelas tradições. Significa acolher da melhor maneira a comunidade e os visitantes. Ser soberana é transmitir verdade, humildade e muita alegria”, discursou para o Ginásio Poliesportivo lotado. E assim pretende divulgar a festa, ao lado das princesas Alline Bellina e Bruna Gabriela Cruz. “Nós três passamos pelas mesmas coisas juntas e este momento é coletivo. É de nós três.”

Apegada à família, Ana quer trabalhar com sustentabilidade

Ana Julia é apegada à família. Sempre que possível, faz um esforço para ficar em casa com a mãe Lisiane e o pai, Berti Metz. Na terça à noite, aliás, um churrasquinho estava sendo preparado por seu Berti na casa dos Metz. A vibração pela conquista da filha se estende pela semana. E os pais, orgulhosos, escancaram um sorriso de orelha a orelha.
Se tem uma atividade que a rainha ama é passar o fim de semana na chácara da família, na localidade de São Martinho. É quando coloca no carro suas cachorras Maia e a Luna, pastora alemã e beagle, e lá se vão. “A chácara é o meu refúgio.”

Um dos planos profissionais da arquiteta, que hoje trabalha como autônoma, é aliar a construção civil à sustentabilidade. Para isso, pretende fazer uma pós-gradução em outro país. A viagem, aliás, está na pauta da jovem. No quarto dela, um cantinho reúne lembranças (a maioria delas chaveirinhos) dos lugares que já conheceu: Chile, Inglaterra, Canadá, Suíça, Hungria e por aí vai.

É só falar em viagem para a guria se empolgar (ainda mais), até porque em maio viveu outra experiência marcante. Apresentou na cidade de Cáceres, Espanha, um artigo produzido como bolsista voluntária da graduação. Aí aproveitou para colocar uma mochila nas costas e fazer uma eurotrip de 45 dias na companhia da irmã, Bruna, da qual é muito parceira. Nessa aventura, conheceu Munique e fez um city tour específico sobre a história da maior Oktoberfest do mundo, que está em sua 185ª edição.

Foto: Divulgação

 

A musa que virou rainha

Até a sétima série, Ana Julia Metz estudou na Escola Estadual de Ensino Médio Ernesto Alves. Depois, o envolvimento com o basquete ajudou a aluna a conquistar uma bolsa no Colégio Mauá. Foi no ensino médio que passou a ser conhecida por amigos e colegas como “musa”. “Eu e meu namorado, o Pedro Gothe Sperb, nos conhecemos através do basquete (há sete anos) e até que ele descobrisse o meu nome, ficava perguntando por mim como a ‘musa’. Aconteceu que o apelido ficou”, lembra aos risos. É bem possível que agora esse apelido carinhoso seja substituído. A musa virou rainha. Uma rainha de bem com a vida.

 

Que trio!

Foto: Bruno PedryNa ordem: Alline Luiza Bellina, Ana Julia Metz e Bruna Gabriela Cruz foram coroadas na noite do último sábado
Na ordem: Alline Luiza Bellina, Ana Julia Metz e Bruna Gabriela Cruz foram coroadas na noite do último sábado

 

Alline Bellina, empreendedora focada

Formada em Ciências Contábeis, Alline Bellina, 23, é proprietária de uma loja de confecção em Santa Cruz. Apaixonada pela festa, decidiu participar do concurso após concluir a graduação. “Esperei me formar na faculdade, quando me senti madura e preparada para estar aqui. Ser soberana é uma oportunidade de poder transmitir todo o amor e a alegria que tenho.” Passada a adrenalina do concurso, Alline tem nas mãos a oportunidade de divulgar a Oktoberfest. E, para isso, afirma que vai adicionar sua personalidade, mas também se espelhar em outras soberanas.

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“Admiro a Djulia Simon e a Mylena Gehrke, que conseguiram demonstrar o quanto amam a Oktoberfest e o quanto gostam dessa cultura.” Um dos seus objetivos é aprender a falar alemão. A longo  prazo, apostar em um mestrado e lecionar na universidade.  Melhor ainda se todos os seus planos acontecerem em Santa Cruz.

 

Bruna Cruz, futura delegada

Acadêmica de Direito, Bruna Cruz, 24 anos, já tem data marcada para a formatura – em janeiro de 2019  –, mas pensa à frente: sonha em ser delegada. “Lugar de mulher é onde ela quiser, e por que não dentro  de uma delegacia? Minha maior motivação é lutar por uma sociedade mais segura.” Envolvida com os costumes desde o berço, a jovem tem em casa motivos de sobra para mergulhar no  estudo da cultura germânica.

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Além de ter nascido no interior de Santa Cruz, berço da imigração, onde também frequenta o Baile do Chucrute, a moça ainda teve contato com a tataravó, que veio da Alemanha. “Hoje nossos corações batem juntos em ritmo de Oktoberfest, brindando ao som de ‘Ein Prosit’ ”, disse em seu discurso. Bruna promete dançar no pavilhão central e aproveitar a festa na essência.