Mudanças 24/10/2018 12h36 Atualizado às 13h05

Assemp cogita não trazer shows nacionais para a Oktoberfest

Alto custo das atrações e da estrutura nem sempre condizem com o público, o que traz riscos à organização

A próxima Oktoberfest de Santa Cruz do Sul pode não ter mais shows nacionais. Não nos moldes atuais, pelo menos. Neste ano, a 34ª edição da festa teve um público 16% abaixo do esperado nas apresentações. Por isso, a organização vai rever a questão, e mudanças podem ser implantadas já na 35ª Festa da Alegria. 

Conforme o presidente da Associação das Entidades Empresariais de Santa Cruz do Sul (Assemp), Léo Schwingel, há possibilidade de que os shows nacionais não ocorram mais todos os anos e que não tenha mais de uma atração por noite. "Temos reavaliado todos os anos até quando vamos realizar shows nacionais e se são realmente necessários", disse, em entrevista à Rádio Gazeta nesta quarta-feira, 24.

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O problema, de acordo com o presidente, é o risco que os contratos prévios assinados, de alto custo, representam. "Alguns shows, numa mesma noite, podem custar R$ 400 mil, e precisamos ter como pagar isso. As bilheterias têm que confirmar o que se previu", explicou.

A estrutura temporária montada para as apresentações também é um gasto representativo. A arena de shows este ano custou R$ 375.240,00, valor que também precisa ser pago com os ingressos vendidos. Neste ano, o público médio esperado se confirmou apenas nos dias 12 e 13 de outubro, quando ocorreram as apresentações de Raça Negra, Gusttavo Lima e Michel Teló; e Bruno & Marrone e Zé Neto & Cristiano. Nos outros dias de shows, a quantidade de pessoas ficou abaixo das expectativas.

"O grande público da Oktoberfest é o que vem a Santa Cruz do Sul para conhecer a cidade e ir à festa curtir bandas típicas. Esta é a grande verdade há muitos anos", afirmou Schwingel. A manutenção ou não dos shows, por esses motivos, será reavaliada pela Assemp e pela comissão executiva da Oktober. "Se fossemos olhar friamente, não se justifica trazer shows nacionais todos os anos. Eventualmente sim, mas a festa não é só isso, é muito maior."

O presidente da Assemp também adiantou que o esquema de mais de um show na mesma noite provavelmente não será repetido. "As pessoas podem ficar até seis ou sete horas em pé, isso é muito tempo." Ainda não há data para quando as possíveis modificações nos shows nacionais serão anunciadas oficialmente.

Ouça a entrevista completa com Léo Schwingel: