Tribuna 06/01/2018 10h09

Melhor negociar

As conversas entre Prefeitura e Câmara para uma possível permuta que viabilize a implantação de uma sede própria para o Legislativo ainda não começaram

As conversas entre Prefeitura e Câmara para uma possível permuta que viabilize a implantação de uma sede própria para o Legislativo junto ao antigo Presídio Municipal, na Rua Marechal Floriano, ainda não começaram. Ao que tudo indica, porém, o prefeito Telmo Kirst (Progressistas) deve sugerir ao presidente Bruno Faller (PDT) que, antes de levar a ideia adiante, tente negociar com o proprietário a aquisição do prédio onde fica a atual sede.

A intenção é boa
A coluna questionou Telmo sobre o assunto essa semana. O prefeito elogiou a intenção de Faller, revelada em entrevista à Gazeta do Sul na semana passada, de implantar uma sede própria para a Câmara, que desde 1991 funciona em prédios alugados. Para Telmo, porém, a saída mais fácil seria tentar comprar a sede atual, que foi inaugurada há menos de um ano e meio e dispõe de uma excelente infraestrutura.

Valeu, Paulinho
Leitor atento observou: se a Câmara de Santa Cruz devolveu R$ 3 milhões em 2017 e a Prefeitura encerrou o ano com um superavit de R$ 3,7 milhões, é seguro afirmar que, além da antecipação do IPTU e da recuperação de créditos tributários, foram as sobras do Legislativo que ajudaram o Município a escapar do deficit. Paulo Lersch (PT) era o presidente em 2017.

Antes que digam
Após um ano em que carregou a pecha de “Senhor Veto” por barrar projetos de vereadores de oposição, Telmo Kirst se antecipou ao anunciar essa semana mais quatro vetos – dois deles, contra adversários. “O prefeito tem por costume, independente de sigla partidária, vetar projetos que violem princípios constitucionais”, dizia o comunicado.

Na miúda
O prefeito Telmo Kirst (Progressistas) prefere manter a discrição sobre a possibilidade de o PT assumir uma secretaria no governo. Questionado sobre o assunto após um anúncio essa semana no Acesso Grasel, ele apenas sorriu e disse: “Não sei.”

Direto na fonte
Uma coisa é certa: as negociações para o ingresso do PT no primeiro escalão do governo não devem passar pelos líderes do partido – que, em boa parte, são contrários à aproximação com Telmo. Assim como ocorreu na aliança da Câmara, o prefeito pretende negociar diretamente com os vereadores.

Pergunta que fica
Enquanto aumentam as especulações sobre o ingresso do PT no governo Telmo, completam-se quase três meses que o MDB está fora do primeiro escalão – desde a demissão de Anderson Mainardi da Secretaria de Meio Ambiente, em outubro. Até agora, o prefeito não deu sinal de quando (e se) pretende reaver o espaço. Até quando o Palacinho – e o próprio MDB – vão silenciar sobre o assunto?