TRIBUNA 18/10/2020 16h07

Tudo em aberto

Se a Prefeitura não avançar em desburocratização nos próximos anos, não será por falta de promessa

Não é preciso ir muito longe na história de Santa Cruz para saber que ainda é muito cedo para declarar vitória na eleição que ocorrerá daqui a menos de um mês. Tanto em 2016 quanto em 2012, o cenário revelado nas primeiras pesquisas se modificou e os candidatos que saíram na frente perderam.

Os pontos

Além da pulverização de candidaturas, outros aspectos devem levar a indecisão sobre o resultado das urnas até próximo da votação. Um deles é o fato de a eleição não possuir uma pauta predominante (como foi a questão da água em 2012, por exemplo). Outro são as baixas taxas de rejeição da maioria dos candidatos. 

Na espera

Até a noite de sexta-feira, 16, a Justiça Eleitoral já havia deferido as candidaturas de seis dos sete prefeituráveis em Santa Cruz – apenas o registro de Irton Marx (Solidariedade) ainda não foi julgado. Dentre os candidatos a vereador, 124 tiveram o registro deferido, um teve o registro indeferido e os demais ainda aguardam julgamento.

Todos querem

Se a Prefeitura não avançar em desburocratização nos próximos anos, não será por falta de promessa. A digitalização e simplificação de processos e medidas para facilitar a abertura de empresas são citados em praticamente todos os planos de governo.

Só no pedal

O diretório do Novo decidiu não realizar carreatas em Santa Cruz. Ao invés disso, vão promover bicicletaços. O primeiro será no dia 7, sem carro de som. A intenção é evitar poluição sonora.

Nem sinal

Até agora, o candidato Irton Marx (Solidariedade) não deu as caras no horário eleitoral gratuito. À coluna, ele alegou que não vê motivo para iniciar a veiculação de programas agora e só deve fazer isso mais próximo da votação.

No MP

O Ministério Público pediu à Prefeitura de Santa Cruz que explique o congelamento dos salários dos servidores municipais este ano. O pedido foi feito a partir de uma denúncia apresentada pelo Sindicato dos Funcionários Municipais (Sinfum). A entidade alega que o governo está descumprindo a data-base para reajuste salarial prevista na Lei Orgânica, que é abril, e não houve nenhuma negociação com a categoria.

A dúvida

Em função da pandemia, uma lei proibiu a União, governos estaduais e municípios de concederem reajuste a servidores até dezembro do ano que vem. A norma, porém, só foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro no fim de maio.

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