Roubo a joalheria 21/06/2018 11h22 Atualizado às 20h10

Quem era o homem morto durante assalto em Santa Cruz

Sílvio Siqueira Seigert, de 29 anos, não era conhecido no meio policial até então

O homem morto durante um assalto no final da tarde dessa quarta-feira, 20, foi identificado pela Polícia Civil. Sílvio Siqueira Seigert, de 29 anos, foi um dos três assaltantes que atacaram uma joalheria na Rua Ramiro Barcelos. A Polícia Civil ainda está tentando identificar os dois envolvidos que conseguiram fugir. O trio chegou ao local por volta das 18 horas, um deles anunciou o assalto e fez menção a estar armado. O proprietário do estabelecimento comercial, que tem porte de armas, reagiu e matou um dos assaltantes com um disparo.

De acordo com a titular da 1ª Delegacia de Polícia, delegada Ana Luísa Aita Pippi, o homem morto era natural de Canoas e residia em Santa Cruz do Sul com a mãe, mas, até então, não era conhecido no meio policial. Silvio seria usuário de crack. 

"Ele estava maltrapilho, com roupas sujas, tem perfil de usuário que comete furtos e assaltos pequenos na rua e com faca, como roubo de celular. Nos chamou a atenção a tentativa contra a joalheria que é um crime grande". Conforme a polícia, Silvio estaria com um cachimbo no bolso para uso de crack.

Foto: Brigada Militar/DivulgaçãoSílvio Siqueira Seigert em foto de 2005
Sílvio Siqueira Seigert em foto de 2005

 

Sílvio morava no Bairro Santa Vitória. Uma vizinha que o conhecia desde 2011 relatou ao Portal Gaz que os moradores do local sempre comentaram que ele não era envolvido com crimes. "Até outubro do ano passado, quando me mudei, nunca soube que ele tivesse se envolvido nem com drogas."

Segundo a mulher, que preferiu não ser identificada, o homem teria um filho de 5 anos de idade com deficiência. "Sempre via ele buscando trabalhos, mesmo os mais simples, porque o filho dele é doente. Se separou da mulher, que era usuária de drogas e deixou o filho para ele criar." 

De acordo com as informações da vizinha, Seigert faria trabalhos como catador e faxineiro em eventos. "Não estou aqui para defender porque o que fez foi muito errado, mas num ato de desespero, para poder dar o melhor pro filho, agiu sem pensar. Acho que o medo de perder o filho e as necessidades fizeram ele ter essa ação, o que não justifica, mas ninguém sabe o sofrimento de cada um."