Investigação 14/08/2018 13h58 Atualizado às 13h09

Exame aponta que Francine morreu asfixiada

Necropsia indicou que ela também foi espancada e teve hemorragia interna. Material biológico de outra pessoa foi encontrado no corpo da vítima, o que indica estupro

A necropsia feita pelo Departamento Médico Legal (DML) de Cachoeira do Sul aponta que a causa da morte de Francine Ribeiro Rocha, de 24 anos, foi asfixia mecânica. A delegada Lisandra de Castro de Carvalho, responsável pelas investigações a cargo da Delegacia Especializado no Atendimento à Mulher (Deam), condeceu entrevista coletiva na tarde desta terça-feira, 14. 

Francine estava desaparecida desde a tarde de domingo e foi encontrada por familiares em um matagal entre o Lago Dourado e o Rio Pardinho, em Santa Cruz do Sul, na manhã dessa segunda-feira, 13. O corpo estava deitado, com as mãos amarradas e as roupas desalinhadas. O celular, os óculos e o casaco dela desapareceram.

O estado em que o corpo foi encontrado sugeria agressões no abdome e no pescoço, além de uma possibilidade de estupro.

"O médico acredita que [o estrangulamento] não tenha sido feito com as mãos, mas talvez com o uso de um objeto, um pedaço de pano ou roupa. Inclusive, no local [onde Francine foi encontrada], havia uma cinta pra colocar na cintura durante a prática de exercícios. Talvez possa ter sido usado isso", disse a delegada.

Embora a causa da morte tenha sido por asfixia mecânica, a jovem foi espancada e teve várias lesões abdominais, o que ocasionou hemorragia interna e contribuiu para a morte.

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Quanto à suspeita de violência sexual, outros exames serão realizados para confirmar se houve de fato. No entanto, conforme a delegada, tudo indica que sim. Foi encontrado material biológico de outra pessoa no corpo da vítima. Quando o cadáver foi encontrado, as roupas estavam desalinhadas também. O horário aproximado da morte foi entre 15 e 17 horas.

De acordo com Lisandra, não há nenhum suspeito para o crime até o momento. A Polícia Civil continua trabalhando com todas as linhas de investigação. "Temos vários passos acontecendo simultaneamente: identificação de pessoas que estavam no parque, o que elas perceberam de movimentação estranha. Imagens também estão sendo analisadas detalhadamente em maior período de tempo", afirma Lisandra. 

Denuncie

A Polícia Civil disponibiliza o número (51) 9 8600 1946 para que sejam enviadas denúncias anônimas ou repasse de informações relevantes para a investigação. É possível ligar, enviar mensagens SMS ou por WhatsApp.