Santa Cruz 22/08/2018 00h22 Atualizado às 12h45

Polícia recebe o laudo de necropsia de Francine e mantém sigilo

Análises sobre a morte da jovem, assassinada no último dia 12, são fundamentais para a investigação

A Polícia Civil de Santa Cruz do Sul já tem em mãos o laudo da necropsia de Francine Rocha Ribeiro, assassinada brutalmente próximo ao Lago Dourado no último dia 12. O documento é uma peça importante para esclarecer as circunstâncias em que a jovem foi morta e apontar possíveis suspeitos. Até o momento, no entanto, a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) mantém em sigilo os resultados apontados pela análise. Novos exames foram solicitados pela polícia.

Na terça-feira após o crime, ocorrido em um domingo, a delegada Lisandra de Castro de Carvalho, titular da Deam e responsável pela investigação, divulgou em entrevista coletiva as conclusões preliminares da necropsia, informadas pelo médico legista encarregado. Os indícios apontavam que Francine teria sido morta por asfixia mecânica. Hemorragias internas causadas por espancamento na região do abdômen também teriam contribuído para a sua morte. Além disso, havia uma lesão menos grave na cabeça da vítima e sinais de violência sexual. O laudo deve confirmar ou desmentir essas hipóteses.

LEIA MAIS

 

Segundo Lisandra, a Deam vem realizando uma série de averiguações em conjunto com as demais delegacias de Santa Cruz do Sul. “Estamos checando denúncias anônimas, ouvindo pessoas, trabalhando em campo e analisando informações. Tudo está sendo mantido em sigilo. Por ora, não podemos nos manifestar sobre o rumo da investigação”, comentou. O silêncio é uma estratégia para não atrapalhar o andamento do caso, que é tratado como prioridade absoluta.

Na manhã de 12 de agosto, Francine ainda visitou o pai, ao lado do noivo e da irmã gêmea, em Rincão da Serra, Vera Cruz. Eles almoçaram juntos em comemoração ao Dia dos Pais. Às 14h30, a jovem deixou a localidade acompanhada do noivo, rumo a uma partida de futebol. No meio do caminho, contudo, ela mudou de ideia e decidiu caminhar no Lago Dourado. Os dois passaram na casa da mãe da jovem, no Bairro Bom Jesus, em Vera Cruz, para que Francine trocasse de roupa. O noivo a deixou no complexo às 14h55.

Após se exercitar, a jovem voltaria sozinha para a residência da mãe, a pé. Uma volta no lago costuma levar em torno de uma hora. Já era para Francine estar em casa, por volta das 17 horas, quando a mãe notou que ela estava demorando mais do que o habitual. Familiares foram acionados e começaram a procurá-la. As buscas se estenderam pela madrugada. Por volta das 9h50, perto da barranca do Rio Pardinho, a quase 400 metros da pista que contorna o lago, o corpo de Francine foi localizado. Ela foi deixada em meio a um matagal, com um barbante preso no braço esquerdo e parte da blusa levantada.