Caso Francine 28/08/2018 00h20 Atualizado às 08h29

Com sintomas psicóticos, suspeito de matar jovem estava interditado

Jair Menezes Rosa, acusado de estuprar e matar a jovem Francine Rocha Ribeiro, estava aposentado por invalidez

Suspeito de ter assassinado a jovem Francine Rocha Ribeiro, de 24 anos, Jair Menezes Rosa, de 58, estava aposentado por invalidez. Conforme o laudo médico do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ele sofreria de transtorno afetivo bipolar e episódio depressivo grave, com sintomas psicóticos. Em consequência da aposentadoria, Jair foi interditado, e desde 2014, estava impedido de cumprir os atos da vida civil, como comprar, vender, divorciar-se ou abrir conta em bancos e lojas. A irmã do acusado é quem responde legalmente por ele.

De acordo com a sentença deferida pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região,  Jair teria “incapacidade total, permanente e omni profissional para o trabalho” e “prejuízo na capacidade de interação pessoal e de organização”. Segundo o relatório da decisão, as patologias estariam em fase evolutiva e o suspeito estaria em tratamento psiquiátrico regular. O documento também afirma que Jair não teria nenhuma alienação mental grave e que não estaria incapaz de executar os atos da vida diária, como se alimentar e cuidar da própria higiene.

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O último emprego de Jair foi em uma empresa do setor do tabaco, onde ele trabalhou como operador de máquinas. Segundo vizinhos, ele não era visto pelo bairro, não cumprimentava ninguém e não tinha amigos nos arredores. A divulgação do nome de Jair como suspeito surpreendeu os moradores, que afirmaram nunca ter desconfiado dele. “Era um homem estranho, passava na frente da gente e não dava nem oi. Mas nunca imaginei que seria capaz de uma coisa dessas”, comentou uma vizinha, que preferiu não se identificar.

Jair está preso desde a última quinta-feira, depois que o laboratório genético forense do Instituto Geral de Perícias (IGP) encontrou o DNA dele em quatro amostras colhidas do corpo de Francine. Ela foi encontrada morta no último dia 12, a 370 metros da pista do Lago Dourado. Foi estuprada, espancada e estrangulada até a morte. A Polícia Civil descartou outros três suspeitos. Jair foi encaminhado para um presídio da região, mas não se revela qual por questões de segurança. Caso a Justiça entenda que as patologias o tornam inimputável, ou seja, sem capacidade de discernir seus atos e de se responsabilizar por eles, não se descarta que Jair seja internado no Instituto Psiquiátrico Forense.

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