Bala na Cara 11/10/2018 11h56 Atualizado às 14h31

Facção planejou assassinato de juiz em Porto Alegre

Integrantes da organização criminosa teriam se associado a advogados

Informações pessoais e da rotina do juiz Felipe Keunecke de Oliveira teriam auxiliado integrantes da facção Bala na Cara a planejar a morte do magistrado, em Porto Alegre. Três advogados, inicialmente responsáveis pela defesa de líderes da organização criminosa, passaram a ser réus por serem considerados membros ativos do grupo.

O celular do líder da facção, que a Polícia Civil apreendeu no momento da prisão, revelou conversas que o advogados mantinha com os integrantes do grupo criminoso. Keunecke está sob proteção 24 horas e afirmou tratar o caso como deslealdade por parte dos profissionais. O juiz conduz mais de 60 processos de homicídios que envolvem membros da facção.

Além dos dados pessoais do juiz, nomes e endereços de testemunhas de processos teriam sido repassados aos criminosos, possibilitando a coação. As identidades de policiais que também prestariam depoimentos nos processos também foram reveladas, para que eles fossem ameaçados de morte pelos bandidos.

Os advogados Anderson Figueira da Roza, definido como líder, Anderson Rembowski e Anderson da Cruz, tiveram seus registros junto à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) suspensos e se tornaram réus. Outros 11 integrantes da facção também são réus no caso.

Toda a investigação recebeu o nome de Operação Gângster, que teve a denúncia assinada por sete promotores. O líder do grupo investigado na ação do Ministério Público é José Dalvani Nunes Rodrigues, conhecido como Minhoca. Conforme a imprensa da Capital, ele responde a pelo menos 68 processos por homicídios.