Estelionado 06/12/2018 10h51 Atualizado às 11h51

Ação apreende documentos de fraude na venda de passagens aéreas

Polícia Civil cumpriu mandados de busca em Dom Feliciano e Camaquã

Em uma ação da Delegacia Especializada na Defesa do Consumidor (Decon), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), realizada nesta quinta-feira, 6, a Polícia Civil apreendeu documentos de fraude envolvendo passagens aéreas. Os policiais civis cumpriram três mandados de busca e apreensão nas cidades de Dom Feliciano e Camaquã, no interior do Estado. Os alvos foram duas agências de turismo e a residência do proprietário delas – um empresário, de 36 anos, suspeito de crimes de estelionato.

De acordo com o titular da Decon, delegado Rafael Liedtke, os crimes de estelionato praticados pelo homem lesaram, aproximadamente, dez vítimas – na sua maioria idosas. Uma delas tem 88 anos. Segundo as investigações, a fraude consistia em prometer às vítimas passagens aéreas mais baratas do que as encontradas em outras agências, obtendo, com isso, vantagem econômica.

Em um dos casos, o suspeito foi até a sede de uma igreja, em Porto Alegre, onde firmou contrato com 22 pessoas, que viajariam para Israel e Itália. No contrato, se comprometeu a fornecer passagens aéreas, hospedagens completas, guia, custeio com alimentação e passeios. O preço que as vítimas pagaram ultrapassa o montante de R$ 250 mil – cerca de R$ 12 mil por pessoa. No dia da viagem, no entanto, já no aeroporto, as vítimas foram surpreendidas com a inexistência de algumas das passagens aéreas.

Já na viagem, que deveria ser uma peregrinação religiosa aos pontos turísticos desses dois países, outros prejuízos foram sentidos, como a falta de passeios pagos pelos turistas, a ausência de hospedagem nas cidades estrangeiras e o número inferior na emissão de passagens aéreas nas conexões feitas em países no Exterior. 

A ação contou com o apoio da Delegacia de Polícia de Dom Feliciano. O investigado deve ser indiciado pela prática de crimes de estelionato, cuja a pena é de até cinco anos de reclusão.

Foto: Polícia Civil / Divulgação
Foto: Polícia Civil / Divulgação
Foto: Polícia Civil / Divulgação