Encruzilhada do Sul 11/12/2018 06h36 Atualizado às 11h22

Casa onde vivia Enzo pega fogo durante a madrugada

Menino de 2 anos foi morto na última quarta-feira; polícia não descarta que incêndio seja criminoso

Um princípio de incêndio foi registrado na madrugada desta terça-feira, 11, em Encruzilhada do Sul. O caso aconteceu na casa onde morava o menino Enzo Gabriel Quintana Dilenburg, de 2 anos, por volta das 2h20. A criança foi espancada até a morte na última quarta-feira. A suspeita é que o padrasto do menino, Jonatas Gomes De Melo, de 32 anos, tenha cometido o crime. Ele foi preso na noite da última quinta-feira, no Bairro Santa Vitória, em Santa Cruz, e confessou ter agredido Enzo.

Conforme o Corpo de Bombeiros de Encruzilhada do Sul, o fogo destruiu parte da residência. De acordo com a delegada Raquel Schneider, a família de Enzo já havia se mudado. Ainda não há informações sobre as circunstâncias do fogo, mas a polícia não descarta que o incêndio possa ter sido criminoso. "Isso só atrapalha o trabalho da Polícia Civil, porque além das diligências relacionadas ao crime, temos que investigar ainda o incêndio", comentou. 

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Foto: Bombeiros de Encruzilhada do Sul Bombeiros de Encruzilhada do Sul foram acionados para combater as chamas
Bombeiros de Encruzilhada do Sul foram acionados para combater as chamas

 

Polícia ouve testemunhas

A morte do pequeno Enzo segue sob investigação da Polícia Civil de Encruzilhada do Sul. O padrasto do menino confessou ser o autor das agressões que levaram à morte do enteado e está preso preventivamente desde a última quinta-feira. Para concluir o inquérito, a polícia busca descobrir agora se a vítima vivia sob violência doméstica e se a mãe da criança, de 30 anos, teria conhecimento das possíveis agressões. Testemunhas que podem fornecer mais detalhes sobre a família estão sendo ouvidas esta semana.

Entre as oitivas previstas está a do irmão de Enzo. O menino de 5 anos prestará o depoimento especial na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Santa Cruz do Sul, na companhia de uma psicóloga e da delegada Raquel Schneider. O relato dele é considerado crucial para a investigação.

A polícia aguarda ainda o laudo oficial de necropsia e a análise pericial dos prontuários médicos dos hospitais de Encruzilhada e Porto Alegre, onde Enzo foi atendido meses antes do homicídio. Qualquer informação relevante deve ser repassada à Polícia Civil.

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