Violência 20/12/2018 19h57

"Bateram com a arma no meu rosto", conta executivo vítima de assalto

Casal, de 66 anos, teve a casa invadida na noite dessa quarta-feira, no Bairro Santo Inácio

O descanso habitual de um morador do Bairro Santo Inácio, em Santa Cruz do Sul, se transformou em um momento de pânico na noite dessa quarta-feira, 19. O industriário Sérgio Rauber, de 66 anos, assistia a um programa na televisão da sala da casa, na Rua Coronel Oscar Jost, quando foi surpreendido por dois assaltantes, por volta das 22 horas. A dupla pulou um muro e entrou na residência, que estava com a porta aberta, anunciando o roubo. 

"Entraram correndo com arma. Me mandaram deitar no chão e me ataram com as mãos para trás", conta. Segundo Rauber, que é um conhecido executivo no Sinditabaco, os criminosos exigiram dinheiro, armas, joias e celulares. "Aí fizeram um terrorismo porque eu não tinha dinheiro nem arma, a única coisa era o meu celular."

O homem foi levado para um dos quartos da moradia e, com um revólver apontado para a cabeça, foi obrigado a olhar para a parede. Depois, foi colocado na cama, com cobertas por cima para não perceber a ação dos bandidos, que usavam capuz e casacos para dificultar a identificação.  

Enquanto os ladrões reviravam gavetas e armários, a esposa de Rauber, também de 66 anos, chegou na casa. A mulher tentou negociar a saída com os criminosos e acabou oferecendo duas armas de coleção do marido, ambas antigas e que não funcionavam mais. Foi então que um dos assaltantes acabou ferindo o industriário. "Bateram com a arma no meu rosto", relata ele.

Conforme a vítima, um dos bandidos portava um revólver e o outro, uma faca. A dupla fugiu com as alianças de ouro do casal, bijuterias, as armas de coleção e celulares. Rauber conta que os criminosos deixaram a residência a pé, mesma forma como chegaram. 

O executivo comenta que nunca havia passado por uma situação semelhante dentro da própria casa. "O sentimento que fica é raiva, ódio, de insegurança. No dia em que nosso ministro do STF tenta soltar condenados em segunda instância, a gente vai querer o que em termos de segurança? É um sentimento de raiva."