Santa Cruz do Sul 28/12/2018 12h41 Atualizado às 21h32

Posto de saúde é fechado devido a paciente levada morta pelo marido

Como não havia sinais de violência, corpo foi recolhido pela funerária

A unidade de saúde da Avenida Gaspar Bartholomay, próximo ao trevo do Bairro Bom Jesus, em Santa Cruz do Sul, foi fechada no fim da manhã desta sexta-feira, 28, quando um morador do bairro levou a companheira já sem vida para atendimento no local.

Ao constatar que a paciente estava morta, a equipe de saúde acionou a polícia e fechou o posto. Segundo a delegada Raquel Schneider, conforme informações da médica que estava de plantão, não havia sinais de violência no corpo. No entanto, a causa da morte não foi divulgada.

Como não havia indícios de violência, o corpo foi liberado para a funerária. O nome da vítima não será divulgado pela polícia por se tratar de morte natural. Conforme o secretário municipal de Saúde, Régis de Oliveira Júnior, as consultas agendadas para hoje serão remarcadas e o posto voltará a funcionar na quarta-feira.

Boatos

Em entrevista à Rádio Gazeta na tarde desta sexta-feira, 28, o secretário explicou que a morte seria natural e que a paciente chegou sem vida ao posto. "É importante esclarecermos isso à comunidade diante dos inúmeros boatos que surgiram ao longo do dia sobre possível negligência médica e envenenamento, coisas que não são verdade", disse Régis.

De acordo com ele, a mulher passou por exames básicos para verificar se ainda estava viva. "Ela foi examinada pela médica da unidade, que seguiu procedimentos básicos como verificação da pressão arterial, medição dos pulsos, verificação nos olhos para identificar se a paciente tinha algum tipo de interação em relação à iluminação ou ao toque. Coisas básicas que um médico faz para identificar se a pessoa está viva. E essa paciente não reagiu a nenhum dos estímulos por parte da médica, que acabou constatando o óbito dentro da unidade de saúde."

 O secretário afirma que assim que a pasta soube do óbito, acionou a Brigada Militar e a Polícia Civil. "A Polícia Civil  orientou de que não era necessário chamar uma equipe do IML porque a paciente não apresentava sinais de agressões ou de convulsão", acrescentou. Por se tratar de uma família carente, conforme o secretário, a Prefeitura auxiliou com o funeral.