Encruzilhada do Sul 22/04/2019 23h40 Atualizado às 09h35

Polícia Civil investiga quem são os autores de ataque a canil

Nessa segunda os agentes localizaram um dos sacos de ração furtados do Canil Municipal pelos ladrões que mataram cinco cães a pauladas

A Polícia Civil de Encruzilhada do Sul localizou, na tarde de ontem, um carrinho de mão e um dos dez sacos de ração furtados do Canil Municipal Rodolfo Klafke no último domingo. Durante a invasão ao prédio, que fica no Parque de Eventos do Alto do Renner, os criminosos mataram cinco cães que estavam recolhidos. Os animais foram mortos a pauladas.Os ladrões também furtaram medicamentos de uso veterinário e produtos de limpeza.

LEIA MAIS: Criminosos arrombam canil e matam cães

Os crimes foram descobertos por um servidor durante visita de rotina. Há alguns dias a casa do funcionário, que reside na sede do parque, também havia sido arrombada. Para a delegada Raquel Schneider, que comanda a investigação, o motivo do arrombamento do canil foi o furto. “Por que mataram os cães, eu ainda não sei”, comentou. Segundo ela, o carrinho de mão teria sido usado para transportar os objetos furtados. Sobre a possibilidade de os cães terem sido mortos para não fazer barulho durante a ação dos criminosos, Raquel não aposta nessa hipótese, pois não há casas perto do canil. Os ladrões arrombaram uma janela para entrar no imóvel.

Ainda segundo a delegada, os animais estavam em uma peça separada do canil, onde ficam os cães que se encontram na chamada quarentena. “É tipo uma meia-água, onde eles põem os cachorrinhos que ainda não estão habituados com os outros ou estão doentes, porque no pátio, soltos, há vários outros recolhidos”, detalhou. Além dos cinco cachorros que foram assassinados, havia mais um na peça. “Ele tem epilepsia e se esconde quando está com medo. Então, ficou num cantinho e não foi morto.”

O carrinho de mão apreendidos ontem estava em uma casa em construção e a ração em um matagal, ambos no Bairro Lava-pés. O dono do imóvel estava trabalhando e não pôde ser ouvido. A polícia espera que ele preste depoimento ainda hoje. “Caberá a ele explicar como os objetos foram parar lá.” A delegada acredita que os demais itens possam ter sido vendidos pelos criminosos.

Foto: Márcio Morais
Foto: Márcio Morais
Foto: Márcio Morais
Foto: Márcio Morais