Estelionato 24/05/2019 15h10 Atualizado às 21h45

Golpe aplicado por agência de turismo causa prejuízo de R$ 103 mil

Valor aproximado foi calculado pela Polícia Civil durante inquérito, concluído nesta sexta-feira

A Polícia Civil de Venâncio Aires concluiu nesta sexta-feira, 24, o inquérito policial sobre a agência de turismo investigada por aplicar golpes no município e em outras cidades. Durante as últimas semanas, diversas vítimas procuraram a delegacia - cerca de 20 casos foram registrados contra a agência de viagens. O valor do prejuízo das vítimas, calculado pela Polícia Civil, é de aproximadamente R$ 103 mil.

O montante, no entanto, pode ser ainda maior, já que a empresa foi aberta em outros municípios após ser fechada em Venâncio Aires. Durante a investigação, o delegado Felipe Staub Cano encontrou registros contra a empresa em Santa Clara, Campo Bom e Novo Hamburgo.

Na última sexta-feira, 17, os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão no endereço onde a empresa funcionava. No entanto, encontraram outro estabelecimento no local. Na quarta-feira, a proprietária da agência de turismo se apresentou na Delegacia de Polícia e prestou depoimento.

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“Ela disse que aconteceu uma má-gestão financeira depois da venda de um pacote de viagens, quando ela teve um prejuízo de R$ 50 a R$ 60 mil. Mas, mesmo após o prejuízo, ela continuou vendendo pacotes. Fechou a empresa em Venâncio e simplesmente abriu outra (com nome de um terceiro), em outro lugar. Tudo isso nos leva a crer que ela assumiu o risco de, no mínimo, reproduzir este prejuízo”, explicou o delegado.

Cano ainda comentou que a proprietária, que não teve a identidade revelada, iludiu as vítimas e obteve valores por meio delas. Por isso, o inquérito concluiu que ela praticou o crime de estelionato. O inquérito agora é encaminhado para o Poder Judiciário, que remete para análise do Ministério Público.
 

O que as vítimas podem fazer

O delegado Felipe Cano ressaltou que o trabalho da Polícia Civil está encerrado, com a entrega do inquérito. As vítimas que desejem reparação podem procurar, junto aos seus advogados, o Judiciário. “Durante o inquérito, nos foram concedidas medidas que bloquearam as contas bancárias da empresa e da proprietária, além de um veículo que está no nome dela, para resguardar ressarcimento. Não sabemos qual é o montante bloqueado, mas já é alguma coisa para que as vítimas possam procurar seus direitos”, concluiu.