Santa Cruz 13/06/2019 10h02 Atualizado às 12h16

Comparsa de líder do tráfico se apresenta à Polícia Federal

Ele é amigo de Wagner da Silva Ribeiro, o Wagninho, apontado como sucessor de Cássio Alves

Mais um alvo da Operação Cartão Vermelho foi preso na manhã desta quinta-feira, 13, na Polícia Federal. Vinícius Isidoro Silveira Rutstaz, de 30 anos, se apresentou à Polícia Federal. Ele é um dos investigados na operação dessa terça-feira, que também teve como alvo Wagner da Silva Ribeiro, o Wagninho, 28 anos.

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Wagninho teria assumido a liderança do tráfico depois da prisão de Cássio Alves em janeiro, que era o então comandante e braço direito de Chapolin. A companheira de Wagninho, Jenifer Flores da Silva, que atuava como gerente de uma casa de bingo, também foi presa pela operação.

O homem que se apresentou hoje estava foragido. Conforme o delegado Mauro Lima Silveira, ele estava junto com Wagninho em uma abordagem na RSC-287, em Venâncio Aires, em outubro do ano passado. Na ocasião foram apreendidos R$ 28 mil em dinheiro vivo. Vinícius disse que o valor seria fruto da sua atuação como jogador de futebol. Foi essa alegação, inclusive, que deu o nome Cartão Vermelho à operação do início da semana, já que é o cartão usado para expulsar um atleta que transgrediu a regra do jogo.

Vinícius tem antecedentes por posse de drogas e lesão corporal. Seria acompanhante de Wagninho nas ações e teria funções semelhantes dentro do esquema. A PF não descarta que ele poderia ser um sucessor de Wagninho, já que boa parte das funções atribuídas ao comparsa haviam sido delegadas recentemente ao suspeito, depois que Wagninho foi preso.

No nome de Vinícius havia pelo menos dois veículos, um deles avaliado em mais de R$ 100 mil, que tinham no registro o endereço dos pais de Cássio Alves. A residência deles, no Bairro Bom Jesus, foi um dos alvos da operação. “Nós encontramos na casa os documentos desses automóveis. O suspeito colocaria os automóveis em seu nome para não chamar a atenção para o Cássio, mas colocaria o endereço dos pais dele para que o comparsa pudesse ter controle sobre os carros. Ele é um cara que frequenta festas e ostenta um estilo de vida que a profissão de jogador amador não sustenta, e provavelmente viu nesse esquema da facção um meio de conseguir dinheiro fácil”, explica o delegado.