Santa Cruz 01/07/2019 10h41 Atualizado às 11h01

Comandante da BM comenta vídeo de briga que circula nas redes sociais

Gravação que mostra agressão envolvendo dois adolescentes começou a circular no fim de semana

Um vídeo que mostra uma briga entre dois adolescentes começou a circular em Santa Cruz do Sul durante o fim de semana. As imagens compartilhadas nas redes sociais são de um caso de agressão envolvendo dois adolescentes em frente a entrada de um shopping no Centro. No vídeo, um menor de idade agride o outro com socos e pontapés, enquanto um terceiro grava o ocorrido.

"Estamos trabalhando no sentido de que as ações nas proximidades das escolas, através da Patrulha Escolar, sejam percebidas com maior nitidez pela comunidade, bem como já nutrimos informação qualificada à Promotora da Infância e Adolescência de Santa Cruz do Sul, com os principais adolescentes envolvidos", declarou o comandante do 23º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Giovani Paim Moresco.

Em entrevista à Rádio Gazeta na manhã desta segunda-feira, 1º, Moresco disse que as imagens de agressões entre crianças e adolescentes devem ser entregues aos órgãos de segurança pública. Conforme o comandante, a circulação desses vídeos sempre é averiguada pela Brigada Militar para determinar se os casos ocorreram no município. "Isso só maximiza o sentimento de insegurança, está causando um temor na comunidade muito maior do que é de fato. Devemos antes de divulgar, nos certificar de que é em Santa Cruz, se temos condições de identificar os participantes e quem filmou."

O tenente-coronel ainda apontou o fato de que as pessoas que testemunharam a agressão não avisaram a Brigada Militar. "As pessoas se preocupam em fazer imagens e não em impedir. Neste caso do vídeo, ninguém avisou o 190 que estava acontecendo uma briga entre dois adolescentes. Quem encontrar essas situações deve ligar para o número de emergência e nós despachamos uma viatura para atender a ocorrência", explica.

Outra dificuldade percebida pela BM é que as mensagens divulgadas junto com os vídeos criam uma ligação entre as brigas em escolas e o caso do shooping. "Parte do problema que estamos percebendo é a veiculação de vídeos contendo brigas entre adolescentes aliando a tal de gangue Megatron. Quanto mais veiculações, maior o chamamento de atenção para estes participantes e maior a chance de se auto proclamarem celebridades." Segundo o comandante, não há constatação de que exista esta gangue e os casos nas proximidades de escolas não têm ligação com o suposto grupo. 

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