Cristal 17/07/2019 06h46 Atualizado às 11h57

Criança é baleada e duas mulheres morrem em bloqueio da Polícia Federal

Além deles, um homem também ficou ferido no caso, que aconteceu em Cristal

A noite dessa terça-feira, 16, foi de pânico para moradores do município de Cristal, no Sul do Rio Grande do Sul. Em uma troca de tiros, quando dois carros tentaram furar um bloqueio da Polícia Federal (PF), uma criança foi baleada, duas mulheres morreram e um homem ficou ferido. Em nota, a PF informou que a criança baleada é filha do homem que também foi ferido. Ele seria condenado por homicídio e cumpria prisão domiciliar. Também tinha passagem na polícia por duas tentativas de homicídio e roubo.

Conforme informações da prefeita de Cristal, Fábia Richter, a troca de tiros aconteceu na zona urbana do município, por volta das 23h30, em uma estrada que liga o município à Amaral Ferrador. “Os carros faziam o resgate dos assaltantes de banco de Dom Feliciano”, comentou. O crime na agência aconteceu no dia 5 deste mês e o grupo era investigado pela polícia também por um assalto à Caixa Econômica Federal, por isso a participação da PF.

Duas crianças estavam nos carros que tentaram furar os bloqueios: um Celta e um Honda Civic, ambos com placas de Lajeado. Uma delas, um menino de 4 anos, foi encaminhado para atendimento médico em estado grave. Após receber os primeiros cuidados em Cristal, ele foi encaminhado a um hospital de Camaquã e, depois, levado para Porto Alegre onde está internado na UTI pediátrica do Hospital de Pronto Socorro (HPS). O menino, que é filho do homem ferido, foi baleado na cabeça, no abdômen e na nádega. Já a outra criança, de dois anos, teve um ferimento na cabeça, mas não foi atingida pelos disparos.

As duas mulheres que morreram no local foram identificadas como Aline Schimit Pirola, 25 anos, que conduzia o Celta ao lado da filha de dois anos, e Daniela Wizemann, 35 anos, que estava no banco do carona no Honda Civic. Ambas eram moradoras de Lajeado. Aline estudava pedagogia e estagiava em uma creche municipal. O marido dela - que não teve o nome divulgado - teria condenação por furto qualificado e receptação. Ele não estava nos carros abordados, mas a polícia não descarta a possibilidade de que ele estivesse em um dos outros dois veículos que conseguiram escapar da blitz. Ele também é investigado por roubo de cargas.

Já Daniela seria microempreendora e seguia no Honda Civic conduzido pelo marido dela, Marcos Luís Bergham, 34 anos, condenado por homicídio e que estava em prisão domiciliar. Conforme a Polícia Federal, ele ainda teria passagem por roubo e duas tentativas de homicídio. O homem ficou ferido e está internado sob custódia da polícia. O filho dele, de 4 anos, estava na cadeirinha, no banco de trás do carro, e foi atingido por três tiros. O Honda Civic em que os três estavam teria envolvimento em um homicídio cometido em Lajeado no dia 5 de maio.

Os outros dois carros que conseguiram furar o bloqueio seguem sendo procurados e o cerco na região em busca dos assaltantes de banco também continua. 

Leia a nota na íntegra divulgada pela Polícia Federal: 

NOTA À IMPRENSA 

A Polícia Federal informa que, no final da noite dessa terça-feira (16/07), policiais entraram em confronto com criminosos que tinham por objetivo o resgate dos responsáveis pelo ataque a banco ocorrido no dia 06 de julho, em Dom Feliciano.

Policias federais do GPI (Grupo de Pronta Intervenção), após receberem informações da possibilidade de resgate, montaram barreiras na rodovia no município de Cristal. Dois veículos furaram a primeira barreira e, na segunda abordagem, houve confronto com troca de tiros. Duas mulheres morreram, um homem, condenado por homicídio e que estava em prisão domiciliar, e seu filho, ficaram feridos. Foi encontrado e apreendido armamento em um dos veículos.

A Polícia Federal investigava o envolvimento do grupo criminoso por assaltos à Caixa Econômica Federal e a outros bancos. No dia 6 de julho, policiais federais e militares entraram em confronto com os criminosos que atacaram uma agência bancária em Dom Feliciano, com utilização de explosivos. Na oportunidade, a investigação da PF indicava que o assalto ocorreria na região. Desde então, policiais federais e militares estão na busca pelos criminosos.