Homicídio 29/08/2019 16h47 Atualizado às 18h10

Sogros e cunhado são presos pela morte de agricultor em Candelária

Dilvo Padilha, de 55 anos, desapareceu em junho. Corpo foi encontrado dentro de arroio com traumatismo craniano

Uma investigação que começou a partir de um misterioso desaparecimento, em Candelária, acabou desvelando uma relação familiar tensa a ponto de acabar em morte. Segundo as conclusões da Polícia Civil,  o agricultor Dilvo Padilha, de 55 anos, que havia desaparecido durante o mês de junho, na localidade de Arroio Bonito, teria sido assassinado pelo cunhado e pelos sogros. A hipótese de homicídio vinha sendo apurada desde a localização do cadáver da vítima, dentro de um córrego, em 24 de julho. Na ocasião, a perícia constatou que Padilha havia sido alvo de um violento golpe na cabeça, que provocou traumatismo craniano. 

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Os três familiares suspeitos foram presos preventivamente na tarde desta quinta-feira, 29, em Candelária. Conforme o titular da delegacia de polícia de Vera Cruz, Paulo César Schirmann, que está respondendo interinamente pela DP de Candelária, o inquérito, concluído nesta semana, aponta o cunhado e os sogros da vítima como coautores de assassinato. “São três prisões, do casal de mais idade e do filho deles. Eles foram indiciados no inquérito policial pelos crimes de homicídio e ocultação do cadáver do Dilvo, que estava há um tempo desaparecido e foi encontrado em um arroio quando houve uma enchente. Eles são acusados deste crime, houve o decreto de prisão e eles estão presos prevetivamente.”

De acordo com o delegado, o trio nega envolvimento no caso, mas haveria uma relação de inimizade entre o genro e a família da companheira dele. “Eles negam a autoria do crime, mas existia uma relação familiar de animosidade. Não tinham relações de amizade com a filha e o genro. Existia um clima hostil entre eles.” Segundo a Polícia Civil, a motivação seria esta questão familiar. O crime teria ocorrido na localidade onde os envolvidos residiam. Conforme Schirmann, teria ocorrido uma briga entre eles no local e Padilha acabou morto. Mais tarde, o corpo foi ocultado. O laudo médico da necropsia apontou traumatismo craniano como a causa da morte. A vítima teria sido atingida por um golpe na cabeça, desferido com um objeto que não foi identificado, e, após o crime, os autores teriam jogado o corpo no rio. 

A Justiça decretou a prisão preventiva dos acusados, que foram detidos em casa nesta quinta-feira, em Arroio Bonito, e não resistiram à prisão. O cunhado da vítima, Moacir Vermuth, de 45 anos, e os sogros, Omar Vermuth, de 69 anos, e Maria Eloi dos Santos, de 65, foram encaminhados para a Delegacia de Candelária para registro. Os homens foram conduzidos ao Presídio Estadual de Candelária e a mulher foi levada ao Presídio Regional de Santa Cruz do Sul. Os três acusados agora aguardam julgamento.

 

Foto: Bombeiros Voluntários de Candelária/DivulgaçãoCorpo de Dilvo Padilha foi encontrado no dia 24 de julho
Corpo de Dilvo Padilha foi encontrado no dia 24 de julho


O desaparecimento

Os Bombeiros Voluntários de Candelária iniciaram as buscas a Dilvo Padilha em 4 de julho, após ele estar desaparecido por cinco dias. Segundo relato dos familiares, ele foi visto com vida pela última vez a caminho de casa, na localidade de Arroio Bonito, no dia 29 de junho. Ele havia ido à casa de um compadre, de onde saiu por volta das 17h30 e sumiu. Na época, os bombeiros acreditavam que ele poderia ter cometido suicídio, já que fazia tratamento contra depressão.

O corpo do agricultor foi localizado apenas na tarde de 24 de julho, na localidade de Alto Passa Sete. Os bombeiros foram avisados de que um cadáver estaria boiando nas águas de um arroio e localizaram o corpo de Dilvo Padilha.